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Só 31% dos operadores logísticos no Brasil fazem operações multimodais

Levantamento apresentado no 10º Congresso da ABOL em Ibiúna mostra lacunas de integração apesar de investimentos em modais

Redação POLITICA.SP19 de ago. de 2026 · 01h312 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Só 31% dos operadores logísticos no Brasil fazem operações multimodais
Reprodução: transportemoderno.com.br

Só 31% dos operadores logísticos brasileiros realizam operações multimodais.

Para 88% dos respondentes, o avanço da multimodalidade depende de atuação coordenada entre poder público e iniciativa privada.

O dado consta do Perfil do Operador Logístico no Brasil, apresentado no 10º Congresso da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (ABOL), em Ibiúna (SP). Em questionário aplicado durante o congresso, 39% apontaram melhor conexão entre modais como medida para destravar o crescimento, 52% citaram previsibilidade regulatória e de recursos, e 36% mencionaram modernização e ampliação das rodovias.

O governo estrutura o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050; as diretrizes foram apresentadas por Gabriela Avelino, subsecretária de Fomento e Planejamento do Ministério dos Transportes, e por Danilo Imbimbo, coordenador‑geral de Governança da Informação da pasta.

Mudanças no comércio internacional já afetam contratos: 57% dos participantes disseram revisar contratos para aumentar flexibilidade; 39% afirmaram diversificar matrizes e rotas; 39% ampliam a base de parceiros.

A reforma tributária também altera estratégias: 50% ajustam gestão financeira e capital de giro por causa do split payment e do novo sistema de créditos; 29% estudam redesenhar a malha logística ou realocar atividades por redução de benefícios do ICMS.

Daniel Loria, sócio do Loria Advogados, avaliou que cerca de 90% da reforma já está regulamentada, mas persistem desafios na adaptação de sistemas e documentos fiscais; a transição para o IBS parte em 2029.

"É importante que tenhamos estabilidade, integração e coordenação entre os diferentes elos públicos e privados", disse Marcella Cunha, diretora‑executiva da ABOL, durante o congresso.

O próximo passo é a implementação das diretrizes do PNL 2050 e a coordenação entre governos e empresas para ampliar a integração multimodal.