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São Carlos instala 220 ovitrampas este mês para monitorar Aedes aegypti

Armadilhas começam em residências e comércios; dados vão orientar ações locais de controle vetorial

Redação POLITICA.SP9 de ago. de 2026 · 17h314 acessos📲 Enviar no WhatsApp
São Carlos instala 220 ovitrampas este mês para monitorar Aedes aegypti
Reprodução: jornalpp.com.br

São Carlos inicia neste mês a instalação de 220 ovitrampas em residências e estabelecimentos comerciais para monitorar o mosquito Aedes aegypti.

Em 2026 já foram confirmados 404 casos de dengue no município; nenhum óbito foi registrado até o momento.

A ação é conduzida pelo Departamento de Vigilância em Saúde e pela Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias; parte da equipe de Agentes de Combate às Endemias visitará imóveis previamente cadastrados em áreas de maior risco para instalar e remover as armadilhas.

Cada ovitrampa é um recipiente plástico preto com uma palheta de madeira aglomerada (Eucatex®) fixada por clipe, preenchido com 300 ml de água e 1 ml de levedo de cerveja para atrair fêmeas que depositam ovos; as palhetas vão ao laboratório da Unidade de Controle de Zoonoses e Endemias para contagem.

As armadilhas são instaladas no peridomicílio até 150 cm de altura, em locais protegidos da chuva e do sol, fora do alcance de crianças e animais domésticos; moradores e responsáveis foram informados e aceitaram participar de forma voluntária.

A metodologia segue calendário: instalação às quintas e sextas-feiras e retirada cinco dias depois, às segundas e terças-feiras, evitando a eclosão dos ovos.

A série histórica dos últimos dez anos aponta transmissão sustentada de dengue em São Carlos e houve aumento nas notificações de arboviroses, motivando a estratégia complementar de vigilância e controle vetorial.

220 — ovitrampas instaladas neste mês

404 — casos confirmados de dengue em 2026

171 — casos de chikungunya descartados

154 — casos de Zika descartados

1 — caso de febre amarela descartado

“As ovitrampas são ferramentas fundamentais para identificar rapidamente áreas com maior presença do mosquito”, afirmou Denise Martins Gomide, diretora de Vigilância em Saúde.

Com os resultados das análises, a Prefeitura vai direcionar ações de vigilância e controle para áreas específicas da cidade.