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PF intercepta mensagens de Lulinha com lobista sobre negócios no governo

Diálogos de 22 de março de 2024 citam repasse de R$1,5 milhão e negociações envolvendo ex-assessores e a Telebras

Redação POLITICA.SP17 de ago. de 2026 · 11h313 acessos📲 Enviar no WhatsApp
PF intercepta mensagens de Lulinha com lobista sobre negócios no governo
Reprodução: www.poder360.com.br

A Polícia Federal interceptou mensagens entre Fábio Luís da Silva, o Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger sobre negócios e articulações no governo federal.

As conversas mostram um repasse de R$ 1,5 milhão de Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, e uma transferência em que o empresário disse que o montante era para o “filho do rapaz”.

Em diálogo de 22 de março de 2024, Lulinha afirmou ter participado de reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro (Marcola), ex-chefe de gabinete de Lula, e com Swedenberger Barbosa (Berger), ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Berger é investigado por ter aberto portas no Ministério da Saúde para Antunes, que tentou fechar contrato para fornecer cannabis medicinal ao SUS.

As mensagens também citam Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha e um dos donos do sítio de Atibaia (SP); Roberta afirma que Bittar tentou usar o nome de Lulinha para fechar negócio na Telebras.

No diálogo sobre a Telebras, Lulinha pergunta se a tentativa de Bittar foi negada; Roberta responde que disse a interlocutores que não fecharia negócios caso Bittar atuasse na estatal.

R$ 1,5 milhão — valor que Roberta Luchsinger recebeu de Antonio Carlos Camilo Antunes.

22 de março de 2024 — data de um dos diálogos interceptados.

A defesa de Fábio Luís da Silva afirmou que não comentará “fragmentos de informações sigilosas indevidamente divulgadas fora de seu contexto original” e que o vazamento seletivo viola o segredo de justiça (artigo 325 do Código Penal).

A defesa informou que se manifestará nos autos do processo assim que tiver acesso integral aos dados das quebras de sigilo e que solicitará apurações a ministros do STF André Mendonça e Flávio Dino, ao ministro da Justiça Wellington César Lima e Silva, e ao diretor‑geral da PF Andrei Rodrigues.

A reportagem não obteve resposta da defesa de Roberta Luchsinger até a publicação.