Observatório do Clima lança 37 soluções para reduzir metano no Brasil
Relatório publicado em 18 de junho aponta ações em agropecuária, resíduos, uso da terra e energia, com dados do SEEG de 2024.

Observatório do Clima lançou na terça-feira (18) relatório com 37 soluções para reduzir emissões de metano no Brasil.
O SEEG registrou 21 milhões de toneladas de metano emitidas pelo país em 2024, que o coloca como o 5º maior emissor global.
O relatório destaca que o metano permanece 10 a 20 anos na atmosfera e tem potencial de aquecimento 28 vezes maior que o CO2.
As propostas são direcionadas a quatro setores: agropecuária, resíduos, mudança de uso da terra e florestas, e energia.
No setor agropecuário há 15 propostas, incluindo mudanças no manejo animal e de resíduos, planejamento territorial, assistência técnica e acesso ao crédito.
A agropecuária emitiu 15,7 milhões de toneladas de metano em 2024, ou 75,8% do total nacional.
Iclei — Governos Locais pela Sustentabilidade contribuiu com 12 propostas para o setor de resíduos, entre elas ampliar coleta seletiva e aproveitamento energético.
O Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) propôs cinco ações para mudança de uso da terra e florestas, focadas em monitoramento e combate a incêndios.
O Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema) trouxe cinco sugestões para reduzir vazamentos e desperdício na cadeia de combustíveis fósseis.
"Reduzir as emissões de metano é uma ação crítica para frear o aquecimento global", afirmou David Tsai, coordenador do SEEG.
"Essa edição expande estratégias existentes e traz opções para produtores, municípios e regiões", disse Gabriel Quintana, do Imaflora.
"Medidas de manejo de aterros e eliminação de lixões são necessárias", afirmou Iris Coluna, assessora do Iclei.
"Quem cozinha com lenha precisa de política pública; emissões fósseis exigem responsabilização de quem lucra", declarou Ingrid Graces, do Iema.
O relatório recomenda transformar conhecimento em ação coordenada e em escala para reduzir emissões de metano no país.