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Avanço de importados vira centro do 34º Congresso da Fenabrave

Importações, juros altos e incerteza na Reforma Tributária mobilizam indústria e distribuição em São Paulo.

Redação POLITICA.SP19 de ago. de 2026 · 01h312 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Avanço de importados vira centro do 34º Congresso da Fenabrave
Reprodução: transportemoderno.com.br

O avanço dos veículos importados no Brasil acendeu alarmes na abertura do 34º Congresso & ExpoFenabrave, nesta terça (18), em São Paulo.

344 mil veículos importados entraram no País nos primeiros sete meses do ano, volume que, segundo a Anfavea, supera a produção anual de mais de uma fábrica instalada no Brasil.

O evento reúne concessionárias, montadoras, instituições financeiras e empresas da cadeia automotiva; a organização espera mais de 9 mil participantes ao longo dos três dias de programação.

Arcelio Jr., presidente da Fenabrave, defendeu a valorização das redes de distribuição e a isonomia entre os participantes do mercado; ele afirmou que o setor tem mais de 8,5 mil concessionárias em quase mil municípios e gera mais de 380 mil empregos diretos.

A Anfavea, representada por Igor Calvet, disse que não se opõe à chegada de novas marcas, mas exige condições equivalentes e estabilidade na política comercial e regulatória para empresas que assumiram riscos ao instalar fábricas no Brasil.

A indefinição sobre a incidência da nova Reforma Tributária preocupa fábricas e concessionárias e afeta planejamento de produtos, estoques e contratações: “O equilíbrio nos interessa, a indefinição nos constrange”, afirmou Calvet.

344 mil — veículos importados no Brasil nos primeiros sete meses do ano

9 mil — participantes esperados no 34º Congresso & ExpoFenabrave

8,5 mil — concessionárias no país

380 mil — empregos diretos gerados pelo setor

"Não somos meros intermediários, somos o elo vital que conecta a indústria ao cidadão brasileiro", disse Arcelio Jr. ao defender isonomia, cumprimento das leis e respeito aos investimentos dos concessionários.

Fenabrave e Anfavea também pediram linhas de financiamento mais acessíveis diante dos juros altos e defenderam uma política permanente de renovação da frota vinculada à segurança, à redução de emissões e à estratégia industrial brasileira.