Alckmin: Brasil precisa ser “amigo” de China e dos EUA
Vice-presidente disse na 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo, que país não deve tomar partido entre as potências

Geraldo Alckmin afirmou nesta 2ª (17.ago.2026) que o Brasil precisa “ser amigo dos 2” — China e Estados Unidos — sem escolher lados.
Essa postura levará o governo a manter negociações com os EUA para tentar reverter tarifas aplicadas ao Brasil.
Alckmin, vice-presidente e filiado ao PSB, falou durante a 27ª Conferência Anual do Santander, em São Paulo; citou China como principal parceiro comercial e os EUA como maior investidor estrangeiro.
O vice-presidente listou exportações brasileiras para os EUA: aviões, carros, máquinas, motores e commodities, e citou a presença de cerca de 4.000 empresas norte-americanas no Brasil.
Ele qualificou as tarifas dos EUA como “injustas” e “descabidas” e disse acreditar na possibilidade de um acordo comercial entre os dois países.
Alckmin resumiu a posição do Brasil: “Nós temos que ser amigo dos 2, esse é o bom caminho”.
O vice avaliou transformações na ordem internacional: do mundo bipolar (EUA e União Soviética) à previsão de unipolaridade, e disse preferir um mundo multipolar, citando Mercosul, ASEAN, União Europeia e Alca.
“O Brasil não sai da mesa de negociação. Vamos ter um pouquinho de paciência, que as coisas vão andar e andar bem”, afirmou Alckmin sobre as negociações com os EUA.