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Alagoas: disputa estadual entre Renan Filho e JHC mira capital e interior

Renan Filho aposta em continuidade via MDB; JHC tenta transformar liderança em Maceió em força estadual com apoio de Arthur Lira.

Redação POLITICA.SP17 de ago. de 2026 · 13h033 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Alagoas: disputa estadual entre Renan Filho e JHC mira capital e interior
Reprodução: www.nexojornal.com.br

Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB) disputam o governo de Alagoas em 2026 com estratégias opostas: continuidade estadualizada vs. centralidade metropolitana.

Há duas vagas ao Senado em disputa, abrindo espaço para acomodação entre as coligações e tensionando alianças.

Renan Filho é apoiado pelo governador Paulo Dantas, por uma rede de prefeitos e pelo grupo que ocupa o Executivo desde 2015.

JHC construiu liderança como prefeito de Maceió e busca transformar o eleitorado da capital em maioria estadual, com uma coalizão que inclui Arthur Lira (PP).

As convenções mostraram diferenças: a chapa de Renan Filho centralizou-se no MDB com Renan Calheiros e José Wanderley no Senado.

A aliança de JHC é heterogênea e expôs custos de coordenação; JHC não compareceu à convenção da federação PSDB Cidadania.

Arapiraca, segundo maior centro urbano de Alagoas, é estratégico: Célia Rocha (PSDB), vice de JHC, e Luciano Barbosa (MDB), prefeito de Arapiraca, pesam na montagem das chapas.

Renan escolheu Yale Fernandes (MDB), ex-secretário de Governo de Luciano Barbosa, para reforçar presença no Agreste.

No Senado, Arthur Lira busca transferir capital da Câmara e compõe a chapa com Marina JHC (PSDB), esposa de JHC, gerando incerteza interna sobre vagas.

Outros nomes: Renan Calheiros tenta reeleição ao Senado ao lado de Dr. Wanderley (MDB); Davi Davino Filho aparece pelo Republicanos.

Alfredo Gaspar migrou da corrida ao Senado para a disputa nacional como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).

A competição estadual não replica simplesmente a disputa presidencial: Alagoas deu maioria ao PT nos segundos turnos de 2018 e 2022, enquanto Maceió teve maioria bolsonarista nas mesmas eleições.

A disputa territorial é complexa: Agreste, Sertão, Zona da Mata e municípios metropolitanos têm economias e dinâmicas eleitorais distintas, e avançar em municípios médios pode ser decisivo.