Fortaleza recebe 1ª Conferência Popular de Segurança Pública, 19–21 de agosto
Evento reunirá fóruns, movimentos e universidades para elaborar carta com 27 pontos e entregar a candidatos de 2026

A 1ª Conferência Popular de Segurança Pública do Brasil acontece em Fortaleza entre 19 e 21 de agosto.
O trabalho final será entregue aos candidatos às eleições de 2026 como subsídio de políticas públicas.
Organizam o encontro os Fóruns Populares de Segurança Pública com organizações da sociedade civil, movimentos populares, coletivos e universidades; participarão familiares de vítimas de violência de todas as regiões do país.
O processo preparatório mobilizou cerca de 50 pré-conferências em 15 unidades federativas: Sergipe, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo.
Durante três dias haverá mesas de debate, grupos de trabalho, oficinas, atividades culturais e atos públicos para construir propostas em nove eixos temáticos.
Os nove eixos são prevenção social ao crime e à violência; violência armada, controle de armas e munições; violência contra adolescentes e jovens; Sistema de Justiça Criminal; política de drogas; direito ao território; enfrentamento ao genocídio; fortalecimento das lutas e movimentos sociais; comunicação e tecnologias.
Cerca de 27 pontos considerados inegociáveis serão sistematizados na Carta da 1ª Conferência Popular de Segurança Pública do Brasil, a ser divulgada ao final do encontro.
No dia 20 de agosto a cerimônia de abertura terá participação das Mães do Curió, apresentação do Coral de Crianças do Curió e mesa de conjuntura com representantes dos fóruns estaduais.
“A 1ª Conferência Popular de Segurança Pública do Brasil acontece em um momento singular no Brasil do debate público sobre violência, criminalidade e as políticas de segurança”, declarou Edna Jatobá, coordenadora-executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop).
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública citados na conferência indicam que as mortes por intervenção policial representaram 16% das mortes violentas intencionais em 2025; 6.602 pessoas foram mortas por agentes do Estado.
O encerramento, em 21 de agosto, será marcado pela leitura pública da Carta Política com as 27 propostas construídas coletivamente.