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Udesc aprova nova política de ações afirmativas e amplia cotas a 50%

Consuni aprovou mudança nesta quarta (12) em Florianópolis; regra não valerá para o Vestibular de Verão 2027

Redação POLITICA.SC13 de ago. de 2026 · 19h3111 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Udesc aprova nova política de ações afirmativas e amplia cotas a 50%
Reprodução: agorafloripa.com.br

Udesc aprovou nova Política de Ações Afirmativas que destina 50% das vagas da graduação a cotas.

A mudança não vale para o Vestibular de Verão 2027; o edital será publicado antes da entrada em vigor da resolução.

O Conselho Universitário (Consuni) aprovou a resolução nesta quarta-feira (12), em Florianópolis, por 39 votos a 37.

Na graduação, os 50% para ações afirmativas incluem estudantes de ensino médio integral em escolas públicas e alunos de escola privada com bolsa integral por vulnerabilidade social.

Dentro desses 50% a divisão será: 20% para baixa renda (até 1,5 salário-mínimo por pessoa), 5% para pessoas negras de baixa renda, 15% para pessoas negras sem limite de renda, 5% para indígenas ou quilombolas e 5% para pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista (TEA).

A política anterior, de 2011, reservava 35% das vagas e distribuía assim: 65% ampla concorrência; 20% escola pública; 10% pessoas negras; 5% pessoas com deficiência.

Cada curso poderá criar uma vaga suplementar para pessoas autodeclaradas trans; povos do campo, comunidades tradicionais ou diferenciadas; e solicitantes de refúgio, refugiadas ou imigrantes com visto humanitário; essas vagas são facultativas e não reduzem a ampla concorrência.

A proposta inicial previa vaga suplementar para pessoas privadas de liberdade, mas esse item foi retirado durante a votação.

A nova política não estabelece cota obrigatória para refugiados dentro dos 50%; oportunidades para refugiados terão seleção própria e podem ser feitas por parcerias com órgãos estaduais.

Na pós-graduação, a resolução reserva 30% das vagas para candidatos de baixa renda ou pertencentes aos grupos beneficiados, sem subdivisão interna, e determina que 30% das bolsas de pesquisa sejam reservadas a esses candidatos.

O critério de baixa renda mudou: passou de um salário-mínimo para 1,5 salário-mínimo por pessoa da família.