Palhoça: vereadores cobram respostas sobre obras e futuro do sistema da Enseada do Brito
Na sessão de 10 de agosto, parlamentares questionaram impacto das escavações, cronograma e se a ligação à rede pública será obrigatória

Vereadores de Palhoça levaram à Câmara, em 10 de agosto, dúvidas sobre obras de saneamento e o futuro do sistema comunitário de água da Enseada do Brito.
A Prefeitura garantiu que a ligação à nova rede pública de água tratada não será obrigatória e que a decisão ficará a critério de cada morador; a tubulação deve passar em frente às residências.
O vereador Noadilson Otávio da Silva (Kadá) levou as reclamações dos moradores da Enseada do Brito, que usam há décadas um sistema próprio de captação das nascentes administrado pela própria comunidade.
Kadá também cobrou transparência no cronograma das intervenções por causa das escavações, que alteram trânsito e dificultam o acesso das casas enquanto os trabalhos durarem.
O presidente da Câmara, Nirdo Artur Luz (Pitanta), criticou a execução dos serviços da concessionária Aegea e terceirizadas em Passagem do Maciambu, Pinheira e Praia do Sonho por recomposição inadequada das vias, lama, poeira e problemas de circulação.
Pitanta pediu que os investimentos em saneamento priorizem a implantação da rede de esgoto em Pinheira e Guarda do Embaú, praias com forte movimento turístico, antes de intervenções em áreas já atendidas no abastecimento.
O vereador Jean Henrique Dias Carneiro (Jean Negão) propôs convidar a Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (ARIS) para esclarecer fiscalização do contrato de concessão com a Aegea; o acordo prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão ao longo de 30 anos.
R$ 1,5 bilhão — valor previsto de investimentos no contrato de concessão com a Aegea
30 anos — prazo previsto para os investimentos contratados
A Câmara deve formalizar o convite à ARIS para audiência no plenário para obter relatórios de fiscalização, cronogramas e esclarecimentos sobre a execução dos serviços.