MEC avalia espaço que pode transformar Biguaçu em câmpus do IFSC
Visita técnica de terça (11) abre caminho para oferta de cursos já em 2026, dependendo de decisões do IFSC e do MEC.

MEC realizou nesta terça (11) visita técnica a Biguaçu para avaliar a estrutura que pode virar câmpus do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).
Se o MEC aprovar a transformação do Centro de Referência em câmpus, a unidade poderá oferecer cursos técnicos integrados, cursos superiores e atividades de pesquisa, e isso influenciará o calendário de vagas do IFSC; a expectativa é iniciar cursos ainda em 2026.
O analista de infraestrutura Hércules Araújo, da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, esteve em Biguaçu para conhecer o espaço previsto para o funcionamento do Centro de Referência do IFSC.
A implantação tem caráter regional e deve beneficiar estudantes de Antônio Carlos e Governador Celso Ramos; representantes das três cidades participaram das reuniões.
Biguaçu foi representada pelo secretário municipal de Educação Gustavo Silva Sagas, pelo secretário adjunto Gabriel Mees e por integrantes das áreas de Planejamento e Captação de Recursos; o secretário de Educação de Governador Celso Ramos, Adilson Costa, também acompanhou a agenda.
Levantamentos da Empresa Júnior de Engenharia de Produção (Ejep) da UFSC apontaram que o deslocamento médio de estudantes da região para outros câmpus do IFSC pode chegar a cerca de três horas por dia e gerar custos superiores a R$ 700 por mês, valor que pode representar até 26% da renda média mensal em Governador Celso Ramos, estimada em R$ 2,7 mil.
A Prefeitura de Biguaçu apresentou projeto de um polo logístico e empresarial junto ao Contorno Viário; o terreno destinado ao IFSC já foi doado por decreto, e a proposta prevê concentrar educação, pesquisa, inovação, serviços e produção, com possibilidade de mais de uma sede no município.
Enquanto o futuro câmpus é avaliado, o IFSC prepara uma sede provisória em imóvel da Univali usado pela Prefeitura por mais de 15 anos; Univali e Prefeitura oficializaram nesta semana a cessão de uso por 10 anos, e o espaço terá salas de aula, laboratório de informática, auditório, área administrativa e acessibilidade.
A transformação do Centro de Referência em câmpus depende de aprovação do MEC e do Conselho Superior do IFSC; a articulação do projeto começou em 2024 e a definição sobre o status da unidade determinará quais cursos poderão ser oferecidos.