Justiça manda ex-presidente de ONG explicar destino de R$ 56.813 recebido na TV
Carlos Jorge da Silva Santos tem 15 dias para prestar contas sobre prêmio ganho no The Wall em 2020.

Ex-presidente do Instituto Manda Ver terá de explicar destino de R$ 56.813 recebidos após participação no The Wall.
A Justiça de Alagoas deu a Carlos Jorge da Silva Santos prazo de 15 dias para apresentar as contas; o instituto terá outros 15 dias para se manifestar.
O prêmio foi pago inicialmente a Thalisson Tenorio de Carvalho e transferido integralmente para a conta pessoal de Carlos Jorge em 10 de janeiro de 2020.
A sentença foi assinada pelo juiz Maurício César Breda Filho em 26 de julho, sem determinar devolução imediata dos R$ 56.813.
Carlos Jorge foi identificado como ex-presidente e um dos fundadores do Instituto Manda Ver e participou do quadro The Wall no programa Caldeirão do Huck, apresentado por Luciano Huck.
Durante o programa, Carlos Jorge afirmou que o prêmio seria destinado ao Instituto Manda Ver, para projetos como um polo tecnológico e atividades culturais e esportivas.
No processo, ele alegou que o contrato foi assinado em seu nome como pessoa física e que parte do valor foi dividida voluntariamente com integrantes do instituto.
A defesa também afirmou que, ao deixar a gestão, havia mais de R$ 1 milhão em saldo positivo nas contas do instituto.
A Justiça considerou que não foram apresentados documentos capazes de comprovar a destinação dos R$ 56.813 e que, como presidente, ele tinha obrigação de prestar contas.
R$ 56.813 — valor do prêmio recebido em janeiro de 2020
10 de janeiro de 2020 — data da transferência para a conta pessoal de Carlos Jorge
26 de julho — data da sentença do juiz Maurício César Breda Filho
15 dias — prazo dado a Carlos Jorge para apresentar as contas
Se Carlos Jorge não apresentar as contas no prazo, o Instituto Manda Ver poderá apresentá-las, e só então será apurado eventual saldo devido.