FGV: PIB cresceu 0,3% no 2º trimestre, mas desacelerou em junho
Monitor do PIB da FGV indica recuo de 1,1% de maio para junho; consumo manteve crescimento trimestral

A FGV estima que o PIB cresceu 0,3% no segundo trimestre, com desaceleração em junho.
Esse resultado deixa o acumulado em 12 meses em alta de 1,8% e marca o 20º trimestre positivo consecutivo.
O Monitor do PIB do Ibre mostra queda de 1,1% na passagem de maio para junho e crescimento trimestral puxado pelo consumo das famílias.
A economista Juliana Trece, coordenadora da pesquisa, disse que a desaceleração atingiu agropecuária, indústria e serviços, e que "a manutenção do crescimento do consumo deveu-se, principalmente, ao bom desempenho do consumo de serviços e de produtos duráveis".
O consumo das famílias cresceu 2,6% no segundo trimestre em relação ao primeiro; exportações subiram 4,5% e importações, 5,7%.
A taxa de investimento foi estimada em 18,5% em maio, ante 18,6% no primeiro trimestre.
Em valores correntes, o PIB acumulado no primeiro semestre é estimado em R$ 6,557 trilhões.
Entre fatores que agravam o cenário, a FGV cita elevação do preço do barril do petróleo pela guerra no Oriente Médio, juros elevados e alto endividamento das famílias.
No início de agosto, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.
O IBC-Br registrou queda de 0,6% em junho na comparação com maio; o Banco Central projeta crescimento de 0,2% na passagem do 1º para o 2º trimestre e alta de 1,5% em 12 meses.
A sondagem Focus prevê alta de 1,98% para 2026; o Ministério da Fazenda projeta 2,3%.
O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro.