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CBV passa a exigir teste genético (SRY) para disputar torneios femininos

Nova política, anunciada nesta sexta (14), restringe vagas à atletas do sexo biológico feminino e vale para 2026/2027.

Redação POLITICA.SC16 de ago. de 2026 · 03h029 acessos📲 Enviar no WhatsApp
CBV passa a exigir teste genético (SRY) para disputar torneios femininos
Reprodução: agorafloripa.com.br

A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) anunciou nesta sexta (14) que só atletas do sexo biológico feminino poderão disputar suas competições, com triagem do gene SRY.

A regra afeta torneios do calendário brasileiro já indicados para 2026 e 2027, incluindo Superliga, Supercopa e eventos de vôlei de praia.

A testagem para SRY poderá ser feita por exame de sangue ou coleta da mucosa bucal, conforme a norma publicada pela CBV.

A CBV afirmou que a política busca alinhar as competições nacionais aos parâmetros do Comitê Olímpico Internacional (COI) e da Federação Internacional de Voleibol (FIVB).

Competições atingidas: Superliga A e B da temporada 2026/2027; Supercopa 2026; Copa Brasil 2027; Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (categoria adulta); e CBVP Challenger 2027.

A regra será aplicada também às edições seguintes enquanto a política permanecer em vigor.

A decisão pode afetar atletas que já atuam no Brasil, como Tiffany, mulher trans que joga pelo Osasco São Cristóvão Saúde.

Em fevereiro, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Tiffany a jogar uma partida contra o SESC RJ Flamengo em Osasco, ao considerar incompatível com a Constituição uma lei municipal que restringia a participação de atletas trans.

A nova política começa a produzir efeitos nas competições indicadas para as temporadas de 2026 e 2027 e permanecerá válida nas edições seguintes enquanto estiver em vigor.