Michelle Bolsonaro adapta campanha ao Senado para não se afastar de Jair Bolsonaro
Agenda terá compromissos mais curtos, aliadas e familiares representarão a candidata enquanto ela acompanha o ex-presidente em prisão domiciliar.

Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal pelo PL, vai organizar a campanha para reduzir o tempo fora da casa onde Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde maio.
A equipe vai concentrar agendas, limitar convites e buscar ter, sempre que possível, apenas um compromisso externo por dia.
Damares Alves (senadora, Republicanos-DF) participará de reuniões e compromissos quando Michelle estiver ausente; Celina Leão (governadora do DF, PP), Bia Kicis (deputada federal, PL) e Cristiane Britto (ex-ministra, Republicanos) também vão representar a candidata.
Familiares de Michelle, que a convenceram a disputar o Senado, prestarão suporte até com a rotina da filha adolescente; Diego Torres, irmão de criação e primeiro suplente, deve coordenar áreas jurídica, contábil, comunicação e logística.
A campanha vai priorizar lives, gravações e encontros próximos à casa de Michelle, além de intensificar conteúdo nas redes sociais para compensar presença limitada nas ruas.
As regras da prisão domiciliar restringem visitas a advogados, médicos e moradores da residência; outras visitas dependem de aval do ministro Alexandre de Moraes do STF.
No sábado passado, Moraes autorizou que uma cunhada permanecesse na casa com Bolsonaro enquanto Michelle foi ao hospital.
"Vou dar todo o apoio a Michelle. Estamos organizando agendas para que ela não passe mais de três horas fora de casa. Eu, Bia e Celina vamos representá-la sempre que precisar", disse Damares.
A primeira vitrine desse modelo será em 16 de agosto, em evento que Celina prepara na Ceilândia, região onde Michelle nasceu e que é o maior colégio eleitoral do Distrito Federal.