Lei que restringe celulares nas escolas mostra efeitos, diz pesquisa do MEC
Pesquisa com 8,1 mil gestores aponta ganho na participação e traz prioridade: parcerias com famílias para limitar tempo de tela.

Mais de um ano após a lei federal que restringe celulares nas escolas, gestores relatam ganhos: 97% notam maior participação dos alunos em sala de aula.
A prioridade apontada para os próximos anos é criar parcerias com as famílias para estabelecer limites de tempo de tela.
A primeira pesquisa do Ministério da Educação ouviu 8,1 mil gestores e mostrou que 92% das escolas adotaram medidas contra o uso de aparelhos para fins não pedagógicos.
Além dos 97% que apontam aumento da participação, 95% relataram melhora da concentração e da socialização presencial; 88% registraram redução de cyberbullying; 86% queda de ansiedade; 55% menos agressões físicas.
A pesquisa TIC Educação 2025 indica que reuniões com professores sobre o tema subiram de 68% para 86% e com famílias de 60% para 75%; impactos das tecnologias na saúde mental foram discutidos em 80% das escolas, e a inteligência artificial entrou em pauta.
"A responsabilidade não pode recair integralmente sobre as escolas", disse a psicóloga Sophia Gimenez Corrêa, defendendo políticas públicas conjuntas para enfrentar os efeitos digitais.
Gestores e especialistas defendem ampliar debates com famílias e articular políticas públicas para além da restrição em sala de aula.