Ideb melhora, mas governo corre para dizer que progressão parcial “não conta”
Raquel Teixeira afirma que medida “não influi” no resultado, enquanto alunos podem avançar de ano mesmo reprovados

A melhora do Rio Grande do Sul no Ideb virou motivo de comemoração para o governo, mas a secretária da Educação, Raquel Teixeira, fez questão de afastar do resultado uma das medidas mais controversas da própria gestão, a progressão parcial.
“Isso não conta, não influi no resultado final”, afirmou Raquel. Segundo ela, a progressão parcial ainda não estava em vigor na avaliação de 2025 e, portanto, “não tem implicação nenhuma” na melhora apresentada pelo Estado.
Nesse ponto, a secretária é categórica. E justamente por isso fica a pergunta sobre o futuro. Se a medida “não conta” e “não influi” no desempenho que agora é celebrado, qual será seu efeito sobre a qualidade do ensino?
Pela progressão parcial, estudantes podem passar de ano mesmo reprovados em até quatro disciplinas. Em 2025, 7.979 alunos da rede ficaram nessa situação.
O Ideb melhorou antes da progressão parcial. Agora, o desafio será explicar por que facilitar o avanço de quem não conseguiu aprovação em até quatro matérias ajudará a melhorar aquilo que, segundo a própria secretária, já vinha avançando sem essa política.