Abramilho pede menos 'amarras', infraestrutura e Plano Safra plurianual
Entidade quer desregulamentação, ampliação de armazenagem, modais e anúncio do Plano Safra em janeiro com duração plurianual.

Abramilho exige que o próximo presidente retire amarras burocráticas que travam a competitividade do setor de milho e sorgo.
A entidade pede também solução para déficit logístico e de armazenagem diante da safra 2025/26 estimada em 360,8 milhões de toneladas pela Conab.
Paulo Bertolini, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), defende desregulamentação e corte de barreiras administrativas no plano de governo dos presidenciáveis.
A Abramilho recomenda investimentos em armazenagem próxima às áreas de cultivo, expansão e modernização de ferrovias, hidrovias, portos e recuperação da malha rodoviária.
A entidade também solicita incentivo à segurança hídrica e projetos de irrigação estruturados para mitigar riscos climáticos em regiões de alta produtividade.
Sobre crédito, a Abramilho propõe sincronizar o Plano Safra com o exercício fiscal da União, anunciá‑lo em janeiro e torná‑lo plurianual, em vez do modelo atual de julho a junho.
"Primeiro, tirar as amarras que dificultam o setor produtivo avançar", declarou Paulo Bertolini ao explicar a prioridade da entidade.
A proposta mira dar previsibilidade orçamentária e segurança jurídica a investidores, segundo a Abramilho, e deve integrar os planos de governo dos candidatos à Presidência.
360,8 milhões de toneladas — estimativa da safra 2025/26 pela Conab
julho a junho — vigência anual atual do Plano Safra
janeiro — mês proposto para anúncio do Plano Safra alinhado ao orçamento da União