Rússia e Ucrânia trocam 206 prisioneiros em operação realizada na quarta (19)
Foram liberados 103 detentos de cada lado; troca incluiu militares e prisioneiros capturados

Rússia e Ucrânia realizaram na quarta (19) troca bilateral que repatriou 206 prisioneiros: 103 de cada lado.
A operação incluiu militares e outros detidos; o presidente ucraniano informou que entre os retornados havia membros das Forças Armadas, do Serviço Estatal de Guarda de Fronteiras e da Guarda Nacional.
O Ministério da Defesa da Rússia publicou declaração e veículos oficiais russos divulgaram detalhes da lista de prisioneiros entregues; a presidência ucraniana comunicou a devolução em canal oficial.
Dmytro, ucraniano de 29 anos, disse ter passado três anos em cativeiro antes de retornar e reencontrar a família; “não me considero herói”, afirmou, e pediu que famílias mantenham esperança.
Outro libertado, soldado de 43 anos, relatou 28 meses de detenção com contato familiar restrito, pouca informação do exterior e dependência da correspondência das famílias.
O chefe da inteligência militar ucraniana anunciou expectativa de nova troca antes do fim deste mês e citou prioridade para combatentes que defenderam Mariupol e detidos por longos períodos.
Autoridades e grupos humanitários pedem mecanismos que acelerem trocas e permitam verificação independente do estado de saúde; organizações de apoio participarão do atendimento inicial e da documentação pós-libertação.
Trocas periódicas ocorrem desde o início da invasão, em 2022, apesar da ausência de acordo de paz; especialistas dizem que continuidade depende do ritmo dos confrontos e da disponibilidade de canais confiáveis.
103 — prisioneiros libertados por cada país
206 — total de prisioneiros repatriados em 19
3 anos — tempo que Dmytro afirmou ter passado em cativeiro
28 meses — tempo de detenção relatado por outro soldado
As autoridades não divulgaram lista completa por motivos de segurança e para permitir triagem humanitária antes da reintegração dos ex-detentos às comunidades locais.