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Marconi Perillo propõe ajuste fiscal e aposta nas redes para alcançar jovens

O candidato do PSDB apresentou projeção de rombo superior a R$ 7 bilhões e defendeu priorização de despesas e fim gradual de incentivos até 2032.

Redação POLITICA.GO19 de ago. de 2026 · 13h032 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Marconi Perillo propõe ajuste fiscal e aposta nas redes para alcançar jovens
Reprodução: aredacao.com.br

Marconi Perillo, candidato ao governo de Goiás pelo PSDB, propôs priorizar despesas para ajustar as contas estaduais.

Ele avisou que os incentivos fiscais começam a perder efeito já no ano que vem, com prazo final em 2032, e que isso exige articulação nacional e financiamento do Tesouro.

Perillo falou nesta quarta (19) na sabatina do jornal A Redação, na sede do AR, em Goiânia, e disse que parte do eleitorado jovem desconhece sua trajetória, por isso aposta nas redes sociais para ampliar alcance.

O candidato defendeu “gestão, competência, boa equipe, eficiência, economia e prioridade”, citando a necessidade de cortar gastos supérfluos e variáveis, como o custo do quilômetro de rodovia ao longo dos anos.

Ele projetou o resultado fiscal de Goiás: superávit de R$ 2,3 bilhões em 2024, déficit de R$ 4,5 bilhões em 2025, e uma projeção própria de rombo superior a R$ 7 bilhões neste ano.

Sobre dívida com a União, Perillo afirmou que pagava R$ 300 milhões por mês em serviço da dívida ao final de seus governos e que, nos seus quatro mandatos, teria pago cerca de R$ 40 bilhões, em valores da época.

Perillo disse que pegou o Estado em 99 com a pior relação dívida-receita do país e que quitou a dívida externa em menos de um ano no fim de sua gestão.

Ele chamou o Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (Propag) de “uma benção” e afirmou que gostaria de tê-lo no primeiro dia do primeiro governo.

O candidato listou cinco prioridades: saúde, habitação, emprego, educação e segurança pública, e disse que cultura, meio ambiente, saneamento e infraestrutura receberão atenção.

Perillo afirmou que visitou 18 governadores para convalidar incentivos fiscais durante seus governos e alertou que, sem incentivos, industrias podem migrar para o Paraguai ou estados com regimes fiscais favoráveis, como a Zona Franca de Manaus.

Ele defendeu financiar novas frentes, como inteligência artificial, cidades tecnológicas e polos logísticos, com recursos do Tesouro estadual diante de menor competitividade tributária.

Perillo criticou a atual gestão estadual como “muito analógica”, sem planejamento, e descreveu a saúde pública como precária, com hospitais lotados e pacientes esperando exames por dias.

Propôs informatizar processos de diagnóstico para agilizar atendimentos de urgência e emergência e manter contratos com Organizações Sociais, mas com seleção mais rigorosa dos operadores.

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