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PL 2813/26 permite declarar emergência por eventos extremos do El Niño

O texto prevê medidas administrativas e financeiras mais flexíveis e assistência humanitária, e tramita na Câmara.

Redação POLITICA.GO11 de ago. de 2026 · 09h035 acessos📲 Enviar no WhatsApp
PL 2813/26 permite declarar emergência por eventos extremos do El Niño
Reprodução: www.guiasoumais.com.br

Projeto de Lei 2813/26 autoriza reconhecer situação de emergência ou estado de calamidade pública por eventos extremos associados ao El Niño.

O reconhecimento permitirá adotar medidas administrativas, orçamentárias e financeiras com regras mais flexíveis previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal.

O projeto está em análise na Câmara dos Deputados e é de autoria da deputada licenciada Renata Abreu (SP); a justificativa cita que dois em cada três municípios têm baixa ou muito baixa capacidade de resposta a eventos extremos.

Entre as ações previstas estão transferência de recursos por repasses diretos e mecanismos simplificados, apoio a atividades econômicas afetadas, e assistência humanitária com abrigo, alimentação, água potável e serviços básicos.

A proposta determina proteção da fauna, flora, recursos hídricos e ecossistemas, com medidas para animais afetados: resgate, atendimento veterinário emergencial, abrigos temporários e reunificação com responsáveis.

O texto estabelece coordenação nacional da resposta, protocolos padronizados, integração de sistemas de monitoramento, previsão e alerta precoce, e apoio técnico entre entes federativos.

A gestão prevista considera três etapas: prevenção e mitigação (planejamento, monitoramento, redução de riscos), resposta emergencial (evacuação, abrigo, socorro, distribuição de suprimentos) e recuperação e reconstrução (apoio técnico, financeiro e institucional).

2 em cada 3 municípios — capacidade baixa ou muito baixa de resposta a eventos extremos.

"A medida busca enfrentar esse desafio por meio da instituição de um marco legal voltado à organização da atuação estatal diante de eventos climáticos extremos", afirmou a deputada Renata Abreu.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Integração Nacional e Desenvolvimento Regional; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania; para virar lei precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

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