Mark Cuban: não trarei empresas à Califórnia se imposto sobre bilionários passar
O investidor diz que a taxa penaliza fundadores de startups que têm patrimônio preso em ações privadas

Mark Cuban afirmou que não direcionará novas empresas para a Califórnia se eleitores aprovarem um imposto sobre bilionários neste outono.
Cuban afirmou que o tributo obrigaria fundadores a vender ações ou buscar crédito para pagar o imposto, criando custo concreto para startups.
Ele criticou a proposta durante debate e disse que a objeção foca em fundadores de empresas de alto valor, cujo patrimônio costuma ficar em ações privadas pouco negociadas.
A iniciativa estadual é uma taxa única de 5% sobre a riqueza de cerca de 250 bilionários, com votação marcada para novembro.
Um sindicato de trabalhadores da saúde apoia a proposta e estima arrecadar cerca de US$100 bilhões em cinco anos, destinando 90% desse valor ao setor de saúde.
Há também uma proposta federal, defendida por um deputado e um senador, que criaria um imposto anual de 5% sobre a riqueza nacional de bilionários.
Análises citam que a base de tecnologia e serviços profissionais da Califórnia representa 21,7% do PIB estadual.
Um relatório da Escola de Direito da Universidade do Missouri aponta que ameaças de bilionários de mudar de estado podem ser tática estratégica.
5% — alíquota proposta estadual e sugerida federal
~250 — número de bilionários alvo da taxa única estadual
US$100 bilhões — arrecadação estimada em cinco anos pelo sindicato de saúde
90% — fatia da arrecadação destinada ao setor de saúde
21,7% — participação da tecnologia e serviços profissionais no PIB da Califórnia
"A ameaça de realocação de negócios é uma decisão empresarial, e não apenas uma posição política", disse Mark Cuban durante o debate.
Próximo passo: a proposta estadual vai a voto em novembro; a proposta federal permanece defendida por um deputado e um senador.