Luciana Amorim defende desmilitarizar PM, escolas estaduais e Guardas Civis Metropolitanas
Candidata da Unidade Popular apresentou propostas em sabatina nesta segunda; série com candidatos segue até sexta (21).

Luciana Amorim (Unidade Popular) defende a desmilitarização da Polícia Militar, dos Colégios Estaduais e o fim da militarização das Guardas Civis Metropolitanas.
A proposta foi apresentada durante entrevista nesta segunda (17), na abertura de uma série de sabatinas com candidatos ao governo que segue até sexta (21).
A candidata, 54 anos, afirmou que desmilitarizar não extingue a corporação, mas cria mecanismos de fiscalização sobre a atuação policial.
Ela citou resistência ao uso de câmeras corporais como exemplo: “quando, na verdade, é exatamente esse o problema, não se quer nem mostrar o que a polícia está fazendo”.
Luciana relacionou o modelo atual a crescimento da violência contra a mulher, afirmou que “a gente vê todos os dias mulheres morrendo” e questionou se mais armamento traz segurança.
Disse que a atuação policial varia por bairro e perfil social, e que jovens e moradores de periferia vivem sob vigilância; citou obrigação de apresentar nota fiscal da bicicleta.
Na educação, defendeu o fim do modelo cívico-militar nas escolas estaduais: “os colégios não são quartéis e as crianças, os adolescentes não são soldados”.
Criticou cobranças de mensalidade, matrícula, uniforme e formatura em colégios cívico-militares, afirmando que isso expulsa quem não paga.
Defendeu reestatização da Celg e manutenção da Saneago sob controle público, disse que trabalhadores mostram que a estatal “não opera no vermelho”.
Citou relatos de falta de energia no Jardim Guanabara, em Goiânia, após privatização do serviço, e disse que privatização costuma causar demissões.
Quando questionada sobre o mecanismo de reestatização da Celg, afirmou que o modelo será definido ao longo da gestão, se eleita.
Luciana é servidora pública federal, analista judiciária da Justiça Federal em Goiás, filiada à Unidade Popular e militante do movimento de mulheres.
Esta é sua terceira disputa eleitoral: foi vice em 2022 (governo) e em 2024 (municipal), e concorre pela primeira vez como cabeça de chapa.
O vice da chapa é Caymmi Henrique, 37 anos, natural de Goiânia, trabalhador de call center desde os 19, formado em Direito e filiado à Unidade Popular desde 2023.
Luciana resumiu os eixos da candidatura: defesa do serviço público, reestatização de empresas privatizadas e combate à violência contra a mulher.
A sabatina com os candidatos ao governo do estado segue até sexta (21), com entrevistas diárias do jornal.