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MPF visita Jeripankó em Pariconha e cobra solução para falta de água

Escola indígena suspendeu aulas por três dias; obra de abastecimento entra em fase de testes em até 30 dias.

Redação POLITICA.NEWS18 de ago. de 2026 · 09h353 acessos📲 Enviar no WhatsApp
MPF visita Jeripankó em Pariconha e cobra solução para falta de água
Reprodução: www.mpf.mp.br

O MPF visitou a comunidade indígena Jeripankó em Pariconha (AL) para acompanhar falta de água, saneamento e educação.

Os testes da rede do Subsistema 12 devem começar em até 30 dias, e a conclusão da rede está prevista para dezembro.

O procurador da República Eliabe Soares e o antropólogo Ivan Farias ouviram lideranças Jeripankó, entre elas o cacique Manu, e representantes da Codevasf, DSEI AL/SE, Conasa e da Prefeitura de Pariconha.

A Escola Estadual Indígena José Carapina estava com aulas suspensas há três dias por falta de água; a unidade atende cerca de 100 estudantes e pede ampliação estrutural.

O prefeito Antônio Telmo Noia, conhecido como Tony de Campinhos, comprometeu-se a fornecer abastecimento emergencial à escola, embora a responsabilidade seja do Estado.

A Codevasf informou que a obra tem aproximadamente 18 km de rede de água bruta e 82 km de rede de água tratada, que atenderá quatro das cinco aldeias Jeripankó.

As obras já duram três anos e ainda não houve abastecimento por rede encanada às famílias; não há data definida para chegada efetiva da água, pois testes poderão identificar vazamentos.

Lideranças relataram problemas na tubulação durante testes e interferências entre obras: postes instalados pela Equatorial atingiram pontos da tubulação, e estruturas precisam ser realocadas.

O DSEI mantém contrato para abastecimento por carros-pipa e comprometeu-se a compartilhar com as lideranças a programação e as quantidades previstas.

Na aldeia Poço da Areia (Moxotó) uma cisterna apresenta rachaduras e partes metálicas expostas, tornando-a inadequada para uso; também houve relatos de falta de coleta de lixo.

As cinco aldeias Jeripankó — Aratikum, Figueiredo, Serra do Engenho, Moxotó/Poço da Areia e Ouricuri — reúnem cerca de 587 famílias; 3.001 pessoas estão cadastradas na atenção à saúde indígena.

“Não basta que a política pública exista no papel ou que uma obra esteja em andamento. É preciso que ela produza resultado na vida das pessoas”, disse o procurador Eliabe Soares durante a visita.

O MPF continuará acompanhando as obras, cobrando informações e providências dos órgãos responsáveis para garantir abastecimento, reforma escolar e saneamento.