Moro: juros de 14% agravam endividamento de famílias e empresas
Senador pediu ajuste das contas, redução de gastos e corte de tributos; criticou ICMS e aumento da energia no Paraná

O senador Sergio Moro (PL-PR) afirmou nesta segunda (10) que os juros de 14% agravam o endividamento de famílias e empresas.
Ele pediu que o governo federal ajuste as contas públicas, reduza gastos e adote medidas para diminuir a carga tributária.
Moro falou no Plenário e citou ter ouvido, em visitas a feiras agropecuárias no Paraná, preocupação sobre o efeito dos juros nos negócios do setor.
O senador relacionou o endividamento ao crescimento das apostas on-line, dizendo que publicidade enganosa atrai pessoas endividadas e as leva a apostar mais.
"É o desespero dessas famílias que acaba levando-as a apostar, às vezes, muito mais do que podem", disse Moro no Plenário.
Moro criticou a alíquota geral de ICMS de 19,5% no Paraná frente aos 17% de Santa Catarina e reclamou do reajuste de 20% na tarifa de energia elétrica no estado.
Ele cobrou da Companhia Paranaense de Energia (Copel) investimentos para melhorar a estabilidade do fornecimento de energia.
14% — taxa de juros citada por Moro como insustentável
19,5% — alíquota geral de ICMS no Paraná mencionada por Moro
17% — alíquota de ICMS em Santa Catarina usada na comparação
20% — reajuste na tarifa de energia elétrica no Paraná mencionado por Moro
Reportagem de Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly.