Estudantes protestam em Brasília após corte de R$25,5 milhões na educação
Secretaria de Educação revogou o corte, mas o ato no Buriti seguiu para denunciar sucateamento e marcar o Dia do Estudante.

Estudantes ocuparam a praça do Buriti, em Brasília, nesta segunda (10), contra cortes e precarização da educação.
A Secretaria de Educação revogou o corte de R$ 25,5 milhões do PDAF após a pressão dos movimentos e da comunidade escolar.
A mobilização começou na Câmara Legislativa (CLDF) e marchou até a sede do executivo distrital, com faixas, tambores e palavras de ordem.
Participaram União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e União da Juventude Comunista (UJC), entre outros grupos estudantis.
Os manifestantes apontaram queda do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025 como consequência do que chamam de sucateamento da rede pública do DF.
Estudante Álex da Costa Maciel disse que "há 8 anos nossa educação vem sendo sucateada" e citou falta de climatização e laboratórios.
Maria Eduarda, vice-presidente da UNE, afirmou que "os cortes e a falta de investimento têm sido prejudiciais para a nossa juventude" e defendeu o programa Pé-de-meia, passe livre estudantil e fim da escala 6×1.
A estudante Olívia Peters relatou que sua escola não tem ventilador, não tem bebedouro e sofre problemas elétricos; ela criticou a gestão de Celina Leão.
Ato também criticou o modelo de escolas cívico-militares, presente em pelo menos 25 escolas do DF, concentradas em Ceilândia, Samambaia e Núcleo Bandeirante.
Estudante Júlia Curado, da Ubes, afirmou que recursos, empatia e representação são necessários, e que militarização não resolve os problemas da educação.
A mobilização manteve pautas pela Nova Escola Brasil, proposta da Ubes que pede ampliação da permanência estudantil, políticas de saúde mental e maior participação estudantil.
R$ 25,5 milhões — valor inicialmente cortado do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF)
25 escolas — número mínimo de unidades cívico-militares no Distrito Federal
O ato foi mantido para reforçar a denúncia do desmonte e integrar as mobilizações previstas para o Dia do Estudante, 11 de agosto.