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Comércio exterior some do debate eleitoral, alerta livro estrangeiro

Autor Dmitry Grozoubinski diz que políticos simplificam o comércio; no Brasil, pré‑candidatos evitam propostas concretas sobre tarifas e acordos.

Redação POLITICA.NEWS11 de ago. de 2026 · 08h337 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Comércio exterior some do debate eleitoral, alerta livro estrangeiro
Reprodução: conjur.com.br

Dmitry Grozoubinski, ex‑negociador comercial australiano, alerta no livro Why Politicians Lie About Trade and What You Need to Know About It que políticos costumam distorcer o comércio internacional.

A ausência de propostas claras sobre política comercial nas plataformas e debates pré‑eleitorais deixa tarifas, acordos e facilitação do comércio fora da pauta pública.

Grozoubinski explica que o comércio internacional afeta alimentação, empregos, gênero, conflitos, desenvolvimento e meio ambiente, e por isso é politicamente decisivo, não tema técnico isolado.

No debate brasileiro, o tema aparece apenas em slogans sobre “abrir a economia” ou “proteger o mercado nacional”, sem planos sobre tarifas de importação, defesa comercial, facilitação aduaneira ou parcerias estratégicas.

O texto destaca que tarifas muitas vezes recaem sobre o consumidor local e que reduzir alíquotas não garante repasse proporcional aos preços finais por causa de cadeias de preço, margens e custos logísticos.

Rosaldo Trevisan resume a armadilha retórica: “para cada problema complexo, existe uma resposta que é clara, simples e errada”.

O único tema de comércio presente no debate eleitoral é a disputa sobre quem é o culpado pelo aumento de tarifas dos EUA sobre exportações brasileiras; oposição atribui a política externa pró‑China, enquanto análise técnica mostra majorações generalizadas contra vários parceiros.

As tarifas americanas também têm objetivo estratégico: forçar renegociações sobre setores-chave, como o acesso a terras raras — assunto de tensão na visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos EUA em maio, quando Donald Trump teria pedido limites a investimentos de atores não orientados pelo mercado.