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SBP repudia PEC que reduz maioridade penal para 16 anos

Entidade aponta baixa participação de menores em homicídios e diz não haver evidência científica de redução da criminalidade com a medida

Redação POLITICA.TO11 de ago. de 2026 · 16h047 acessos📲 Enviar no WhatsApp
SBP repudia PEC que reduz maioridade penal para 16 anos
Reprodução: www.agenciatocantins.com.br

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) é contrária à PEC 32/2015, que propõe reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos.

A PEC foi aprovada pela CCJ da Câmara em junho e seguirá para comissão especial antes de ir a plenário.

A SBP lembra que crianças e adolescentes menores de 18 anos respondem por cerca de 0,5% a 2% dos homicídios ou crimes hediondos, enquanto adultos respondem por 98% a 99,5%.

A entidade afirma não haver "evidência científica consistente" de que reduzir a idade penal diminua a criminalidade juvenil.

A literatura citada pela SBP mostra que, em países que adotaram a redução, o efeito sobre as taxas foi nulo em alguns casos e, em outros, houve aumento da reincidência.

A SBP também destaca que adolescentes estão entre as maiores vítimas de violência: entre 2016 e 2020, 35.000 crianças e adolescentes de até 19 anos foram mortos de forma violenta, média de 7.000 óbitos por ano.

A entidade pede o cumprimento do artigo 227 da Constituição e do artigo 4º do ECA, que determinam deveres da família, comunidade, sociedade e poder público para proteger crianças e adolescentes.

0,5%–2% — participação de menores nos homicídios ou crimes hediondos

98%–99,5% — participação de adultos nos homicídios ou crimes hediondos

35.000 — crianças e adolescentes mortos violentamente entre 2016 e 2020

7.000 — média anual de mortes violentas de até 19 anos

308 — votos necessários em cada turno no plenário da Câmara para aprovar emenda constitucional

"Nenhum país com essa experiência apresenta dados validados sobre diminuição de taxas", diz a nota da SBP sobre redução da maioridade penal.

O próximo passo legislativo é a análise da PEC por uma comissão especial temporária; se aprovada, seguirá a dois turnos no plenário da Câmara e depois ao Senado.