Nikolas (1.492.047) e Alessandra (258.907): os mais votados de MG e PA em 2022
A diferença entre eles foi de 1.233.140 votos; ambos migraram ao campo conservador e serão testados em 2026.

Nikolas Ferreira (1.492.047 votos) e Alessandra Haber (258.907 votos) foram os deputados federais mais votados em Minas Gerais e no Pará em 2022.
A diferença entre as votações foi de 1.233.140 votos.
Nikolas concorre pelo PL, recebeu 13,34% dos votos válidos em Minas, ficou à frente do segundo colocado André Janones (238.967) e teve vantagem registrada de 1.253.080 votos sobre ele.
Nikolas foi vereador de Belo Horizonte, evangélico, construiu base nas redes sociais, alcançou 6,24 vezes mais votos que André Janones e figura como a terceira maior votação da história da Câmara até então; hoje é vice-líder da oposição na Câmara.
Alessandra foi eleita pelo MDB em 2022 com 5,71% dos votos válidos no Pará, teve Éder Mauro em segundo com 205.543 votos e vantagem de 53.364 sobre ele.
Alessandra é médica e estreante na política em 2022; foi eleita numa estrutura que reelegeu Helder Barbalho ao governo do Pará, rompeu com o MDB e se filiou ao Podemos, aproximando-se do eleitorado conservador.
Em Minas, Lula venceu Bolsonaro por margem estreita em 2022; a votação de Nikolas concentrou eleitores bolsonaristas, religiosos e jovens, o que aumenta sua base mas também potencial rejeição entre centristas e eleitores de esquerda.
No Pará, Lula teve 54,75% e Bolsonaro 45,25% em 2022; a direita é numerosa mas ainda minoritária, e Alessandra precisa consolidar votos próprios fora da estrutura governista.
1.492.047 — votos de Nikolas Ferreira
258.907 — votos de Alessandra Haber
13,34% — percentual de Nikolas entre válidos
5,71% — percentual de Alessandra entre válidos
238.967 — votos de André Janones (2º em MG)
205.543 — votos de Éder Mauro (2º no PA)
1.253.080 — vantagem numérica de Nikolas sobre o segundo
53.364 — vantagem numérica de Alessandra sobre o segundo
54,75% — percentual de Lula no Pará
45,25% — percentual de Bolsonaro no Pará
A próxima eleição será o teste concreto: avaliará se Alessandra sustenta base própria e se Nikolas consolida influência na direita mineira.