Igreja do século XVIII em Chapada da Natividade corre risco de desabar
MPTO entrou com Ação Civil Pública no dia 6 exigindo medidas emergenciais e cronograma de restauração em 30 dias

Igreja Matriz de Nossa Senhora de Sant’Ana, em Chapada da Natividade, construída no século XVIII, corre risco de desabar.
O Ministério Público do Tocantins entrou com Ação Civil Pública no dia 6 contra a Paróquia Nossa Senhora de Sant’Ana e o município, pedindo liminar para cobertura provisória impermeável e reforço do escoramento; exige cronograma físico‑financeiro de restauração em até 30 dias.
Parte do teto já caiu, toda a parede dos fundos desabou e um trecho da parede lateral ruiu; a principal viga de sustentação do telhado tem fraturas graves que podem romper e as paredes de adobe ficaram expostas à chuva e ao vento; os escoramentos instalados não são suficientes.
A ação foi apresentada pelas Promotorias de Justiça de Natividade e pela Regional Ambiental da Bacia do Alto e Médio Tocantins e é assinada pelos promotores Rodrigo de Souza e Célio Henrique Souza dos Santos.
A igreja foi tombada pelo município em 2011 pela Lei Municipal nº 176; construída com técnicas tradicionais de taipa e adobe, guarda sepultamentos do período colonial e registros ligados à escravidão, além de ter sido palco dos Festejos do Divino Espírito Santo e das manifestações do Congo.
R$ 1.026.339,40 — custo estimado em 2025 por uma arquiteta do quadro municipal para a restauração completa
30 dias — prazo exigido na ação para apresentação do cronograma físico‑financeiro
"A edificação tem incomensurável valor histórico, arquitetônico, religioso e cultural para o Estado do Tocantins", diz trecho da ação do Ministério Público.
A próxima etapa é a análise judicial do pedido liminar para determinar a instalação da cobertura provisória, o reforço do escoramento e outras medidas emergenciais.