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EUA condicionam recomposição da cota de açúcar do Brasil a concessões comerciais

A cota brasileira caiu 35,9% em julho; recomposição depende de propostas comerciais de Brasília.

Redação POLITICA.TO9 de ago. de 2026 · 13h355 acessos📲 Enviar no WhatsApp
EUA condicionam recomposição da cota de açúcar do Brasil a concessões comerciais
Reprodução: noticiadotocantins.com.br

Os Estados Unidos dizem que só recomporão a cota brasileira de açúcar se o Brasil apresentar propostas comerciais satisfatórias.

A cota brasileira caiu de 155,9 mil toneladas para 100 mil toneladas, queda de 35,9%, afetando usinas do Nordeste responsáveis por vendas dentro da cota.

A adida agrícola em Washington, Ana Lúcia de Paula Viana, informou que o vice-secretário de Agricultura dos EUA, Stephen Vaden, falou sobre revisão de tarifas no Simpósio Internacional de Adoçantes da American Sugar Alliance.

Vaden disse que as tarifas extracota não são atualizadas desde 2000 e perderam parte do efeito restritivo por causa da inflação.

Atualmente os EUA aplicam tarifas extracota de US$ 0,3386 por quilo para açúcar bruto e US$ 0,3574 por quilo para açúcar refinado, equivalentes a 100% do preço do mercado mundial.

O Ministério da Agricultura do Brasil distribui as cotas entre empresas nordestinas; a redução representa desafio econômico para essas usinas.

O governo brasileiro, via a adida agrícola, solicitou esclarecimentos ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) sobre critérios da redução e pediu possível restituição total ou parcial das cotas.

As negociações sobre açúcar estão ligadas às discussões sobre etanol: hoje há taxa de 18% sobre etanol importado dos EUA, após isenção entre 2010 e 2017.

155,9 mil toneladas — cota anterior do Brasil

100 mil toneladas — nova cota brasileira

35,9% — redução da cota em julho

US$ 0,3386/kg — tarifa extracota para açúcar bruto nos EUA

US$ 0,3574/kg — tarifa extracota para açúcar refinado nos EUA

O próximo passo é a resposta do USTR aos pedidos de esclarecimento da adida agrícola e as negociações comerciais entre os dois governos.