Campanha ao Governo de Goiás começa em 16 com quatro estratégias claras
Daniel Vilela aposta continuidade com inovação; Marconi, memória; Wilder, bolsonarismo+biografia; Luis Cesar, palanque de Lula

Campanha ao Governo de Goiás começa neste domingo (16) com quatro estratégias definidas por Daniel Vilela, Marconi Perillo, Wilder Morais e Luis Cesar Bueno (PT).
A disputa terá apenas 45 dias, prazo em que cada estratégia precisa ser entendida rápido pelo eleitor para ser corrigida.
Daniel Vilela (MDB) parte com a máquina administrativa: governo em exercício, base ampla, prefeitos, partidos e o apoio direto de Ronaldo Caiado; tenta dar identidade própria à continuidade com iniciativas como IA Contra o Crime, GOtech e discurso de modernização do Estado.
Marconi Perillo (PSDB) aposta no legado dos quatro mandatos, pedindo ao eleitor o balanço do “Tempo Novo” e usando o mote “Goiás Pode Muito Mais”; entra com recall e estrutura, mas enfrenta rejeição elevada e um teto a romper.
Wilder Morais (PL) fará duas frentes: a campanha do PL e do bolsonarismo, e a tentativa de recontar sua biografia — nascido em Taquaral de Goiás, engenheiro e empresário da construção civil — para não depender só de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro ou Gustavo Gayer.
Luis Cesar Bueno (PT) ancorará a campanha no legado petista, nos números de programas federais em Goiás e na nacionalização da disputa; aposta em transformar a presença de Lula em presença eleitoral concreta no Estado e disse acreditar em chegar a setembro entre as primeiras posições.
O TRE-GO reuniu a imprensa na sexta (14) para tratar de fake news, deepfakes, propaganda e urna eletrônica; o analista Alexandre Azevedo afirmou: "a deepfake... é o que serão o grande mote dos processos eleitorais" para esta eleição.
Movimentações locais e números: o prefeito Zé Gordo deixou o PSDB e filiou-se ao MDB de Daniel Vilela; o candidato do PL Renato Ribeiro declarou R$ 1,86 bilhão em bens, contra R$ 38,4 milhões em 2024; o STF mandou suspender pagamentos acima do teto e cobrar devolução de valores — no TJGO foram citados nove magistrados com mais de R$ 200 mil em abril e 130 magistrados e pensionistas acima de R$ 100 mil.
Pautas municipais e investigações: a Câmara de Goiânia incluiu política de valorização do carnaval de rua na pauta; a CEI dos fios soltos retomou os trabalhos com duas testemunhas e se aproxima da reta final; o vereador Luan Alves voltou a cobrar andamento de licitações e criticou o uso de contratos emergenciais.
Ronaldo Caiado defendeu que candidato majoritário que se recusar a participar de debate tenha o registro cancelado — declaração que mira Lula e Flávio Bolsonaro e carrega ironia porque Caiado faltou a dois dos três debates em 2022.