Brasil pressiona uso de antimicrobianos antes do veto europeu em 3 de setembro
Protocolo de exportação lançado em junho já soma 220 fazendas; governo mobiliza diplomacia e incentivos aos produtores

A União Europeia planeja bloquear em 3 de setembro as exportações brasileiras de proteínas animais por razões sanitárias.
O bloqueio pode atingir até 18 países que seguem normas sanitárias europeias e pode reduzir vendas de carne brasileira no mercado externo.
Em início de junho, o Ministério da Agricultura homologou o Protocolo de Exportação de Bovinos Livres de Antimicrobianos para atender a exigência da UE.
O protocolo começou com 20 fazendas e já chegou a 220 propriedades; todos os frigoríficos habilitados a exportar para a UE participam do programa.
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou que o governo busca retomar a habilitação do Brasil como exportador para a UE e que a retirada da autorização está prevista para setembro.
André de Paula disse que aves, com ciclo de 45 dias, provavelmente voltarão antes da carne bovina, que tem ciclo mais longo.
O chanceler Mauro Vieira e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participam das tratativas diplomáticas para tentar reverter o veto.
O setor debate pagar um prêmio pela arroba a produtores que aderirem ao protocolo, para evitar que abandonem o sistema e reduzam oferta para exportação.