Araguaína fez a 1ª audiência para criar o Plano de Manejo da APA Nascentes
Encontro foi nesta terça (11) no auditório do Sebrae e reuniu moradores, produtores e poder público

Primeira audiência pública para elaborar o Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) Nascentes de Araguaína ocorreu nesta terça, 11, no auditório do Sebrae, em Araguaína.
O processo prevê planos de Trabalho e de Comunicação como primeiros passos do Plano de Manejo.
O trabalho é conduzido pelo Instituto de Atenção às Cidades da UFT (IAC/UFT), em parceria com a Prefeitura de Araguaína e o Governo do Tocantins.
A APA Nascentes foi criada pela Lei nº 1.116/99, tem aproximadamente 16 mil hectares e abrange principalmente Araguaína, além de trechos de Babaçulândia e Wanderlândia.
Bairros dentro da APA incluem Presidente Lula, Maracanã, Costa Esmeralda e Universitário.
A região reúne córregos e nascentes como Jacuba, Estreito, Xupé, Faveira, Ribeirão de Areia, Vaca Morta, Tira-Pedra, Jacubinha e Sucuriuzinho.
A ausência de plano de manejo dificulta regras claras e acesso a financiamento; empresários da região ficam sem linhas de crédito.
O secretário Joaquim Quinta Neto (Sedemat) afirmou que a participação de todos é fundamental e lembrou que grande parte da água consumida na cidade vem das nascentes da APA.
A coordenadora do projeto, professora Maria Carolina d’Oliveira, explicou que o diagnóstico combinará levantamento técnico e participação comunitária, com pesquisas de campo e mapeamento das atividades em cada propriedade.
Maria Carolina disse que o plano não parte da proibição automática de atividades; cada caso, como a extração de areia, será avaliado localmente.
Produtores relataram dificuldade por falta de regras: o agricultor Marcos Paulo Alvisa, dono de 55 hectares no Ribeirão de Areia, disse que a produção caiu cerca de 80% desde 2023 por falta de crédito e licenças.
O produtor Gilson Cerqueira Machado, dono de uma chácara de dois alqueires no Condomínio Vaca Morta, defendeu o plano para conciliar produção e preservação e afirmou que já existem catalogadas mais de 89 nascentes na região.
A audiência lotou o auditório do Sebrae e foi a primeira de uma série de encontros previstos durante a elaboração do plano de manejo.