ADAT leva Reforma Tributária a debate da ABAD em Brasília
Presidente Fredson Rocha representou o Tocantins no encontro da ABAD no dia 17, com foco em IBS, PL da Distribuição, juros e mudanças trabalhistas

ADAT Reforma Tributária foi tema central no Encontro ABAD com Lideranças Regionais e Estaduais, realizado nesta segunda-feira, 17, no Hotel Royal Tulip Alvorada, em Brasília.
A discussão apontou que a transição para o novo sistema tributário (substituição gradual do ICMS pelo IBS e redução progressiva de incentivos fiscais) exigirá adaptações operacionais, fiscais, contábeis e logísticas das empresas atacadistas e distribuidoras.
Representada pelo presidente Fredson Rocha, a ADAT participou dos debates sobre Reforma Tributária, juros, relações entre indústria e distribuidores e mudanças trabalhistas; Rocha disse que "são decisões que chegam diretamente às empresas do Tocantins" e que a presença em Brasília permite ao Estado acompanhar e influenciar posições nacionais.
O encontro, promovido pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), reuniu dirigentes estaduais no Hotel Royal Tulip Alvorada para aproximar o setor produtivo dos debates em andamento no Congresso Nacional e preparar empresários para mudanças regulatórias previstas.
Foi debatida a possibilidade de judicialização das novas regras tributárias e a necessidade de acompanhamento etapa a etapa para reduzir riscos e custos futuros.
Uma pesquisa citada no evento indicou que 65% dos empresários do setor desconhecem completamente o funcionamento da Reforma Tributária, o que reforça a necessidade de ações de informação e capacitação.
O chamado PL da Distribuição entrou na pauta; participaram do painel o senador Izalci Lucas (PL-DF), os deputados federais Luiz Gastão (PSD-CE) e Zé Neto (PT-BA), com mediação de Leonardo Miguel Severini, presidente da ABAD e da UNECS, e foram discutidos impactos sobre contratos, segurança jurídica e relações comerciais.
Nas questões trabalhistas os debates abordaram a NR 16, o adicional de periculosidade para motociclistas e possíveis alterações na escala 6×1, temas relevantes para empresas com equipes externas e centros de distribuição.
As lideranças também discutiram juros e endividamento: Leonardo Severini apresentou que cerca de 9 milhões de CNPJs estão endividados, com aproximadamente R$ 200 bilhões em dívidas, além do impacto do endividamento familiar sobre o consumo e a cadeia de abastecimento.
Para Fredson Rocha, o momento exige maior integração entre entidades estaduais e a ABAD para organizar o setor, trocar experiências e defender condições que permitam às empresas continuar investindo e gerando empregos.