Acre decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano
Decreto nº 11.932 vale 180 dias e prevê redução de chuvas, calor acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro.

O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado por risco de seca severa e possível desabastecimento hídrico.
O decreto nº 11.932 tem validade de 180 dias e autoriza medidas emergenciais, como contratação de serviços e distribuição de água por carro-pipa.
Estudos climáticos apontam fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, com previsão de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro.
O texto diz que o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca.
As 36 terras indígenas do Acre, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, falta de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e insegurança alimentar.
A Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar ações com órgãos estaduais, federais e prefeituras, monitorar níveis dos rios, condições meteorológicas e focos de calor.
O governo autorizou despesas emergenciais para instalar abrigos, adquirir insumos, requisitar temporariamente propriedades em risco iminente e priorizar comunidades indígenas, ribeirinhas, rurais, escolas e unidades de saúde.
Serão reforçadas ações de prevenção e combate às queimadas e campanhas de conscientização sobre uso racional da água e cuidados com saúde em período de calor e baixa umidade.