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UE veta parte da carne brasileira a partir de 3 de setembro

Medida cita falhas no controle de antimicrobianos; impacto atinge mercado europeu e pode pressionar preços no Brasil

Redação POLITICA.SP9 de ago. de 2026 · 06h336 acessos📲 Enviar no WhatsApp
UE veta parte da carne brasileira a partir de 3 de setembro
Reprodução: www.metropoles.com

A União Europeia proibirá, a partir de 3 de setembro, determinados produtos de origem animal do Brasil por supostas falhas nos controles de antimicrobianos.

A decisão afeta um mercado que responde por cerca de 3,7% das exportações brasileiras do setor; no ano passado a UE comprou 128,9 mil toneladas de carne bovina brasileira.

A Comissão Europeia alegou que o Brasil não apresentou garantias suficientes de que os controles exigidos estariam plenamente implementados até setembro de 2026 e retirou o país da lista de fornecedores autorizados para os produtos enquadrados na restrição; o governo brasileiro contesta a decisão e busca reverter a suspensão das exportações.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmou que "a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente".

Além do veto europeu, a China estabeleceu cota anual de 1,106 milhão de toneladas para o Brasil em 2026 e aplicará 55% de tarifa sobre o volume que ultrapassar essa cota; o Ministério da Agricultura diz que cerca de 80% da cota brasileira já foi utilizada.

Com menos compradores, frigoríficos podem reduzir produção para evitar excesso de oferta; a menor oferta futura, por sua vez, pode pressionar os preços ao consumidor brasileiro.

Roberto Perosa, presidente da Abiec, prevê que "os preços devem subir em dois meses", às vésperas da eleição presidencial, e que a alta pode impactar a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A inflação de alimentos registrou 1,33% em junho; o governo seguirá tentando reverter a suspensão enquanto empresas readequam estratégias comerciais diante das novas restrições.