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TSE e USP testam mudanças nas urnas para ampliar acessibilidade

Projeto reúne Poli (LARC) e FAU da USP; tecnologias assistivas foram prototipadas por alunos e agora entram em testes.

Redação POLITICA.SP15 de ago. de 2026 · 03h026 acessos📲 Enviar no WhatsApp
TSE e USP testam mudanças nas urnas para ampliar acessibilidade
Reprodução: jornal.usp.br

TSE e pesquisadores da Poli (LARC) e da FAU da USP desenvolvem novas interfaces para tornar urnas eletrônicas mais acessíveis.

As tecnologias assistivas estão em fase de testes e podem ampliar a autonomia de eleitores com deficiência, idosos, pessoas com pouca familiaridade digital e eleitores com dificuldades de visão.

O projeto Eleições do Futuro envolve a professora Lúcia Filgueiras (Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, Poli/LARC) e o professor Leandro Velloso (Design, FAU) na reordenação da tela da urna e na criação de teclados virtuais que reduzam a dependência do teclado físico.

A proposta surgiu após identificação de que eleitores com deficiência podem votar hoje apenas com ajuda de um acompanhante, o que fere a autonomia e o sigilo do voto, segundo Lúcia Filgueiras.

No fim do ano passado, Leandro promoveu uma competição de design na disciplina de Design de Interação e Informação com cerca de 30 alunos de graduação e 3 de pós-graduação divididos em 12 equipes, que produziram protótipos e alternativas de interface.

As propostas incluem mudanças em tipografia, elementos gráficos e hierarquia de informações na tela da urna, além de modelos de teclado acessível que preservam características da urna tradicional.

1996 — implantação das urnas eletrônicas em 27 cidades

2000 — uso das urnas em todo o País

30 — anos desde a primeira implantação

30 alunos e 3 pós-graduandos divididos em 12 equipes — número de participantes na competição de design

“Hoje, essas pessoas podem votar com a ajuda de uma pessoa da sua confiança; o ideal é que todo mundo tenha direito ao sigilo do voto”, disse Lúcia Filgueiras ao explicar a motivação do projeto.

O próximo passo é concluir os testes das tecnologias assistivas para verificar se atendem à abrangência de acessibilidade esperada e, então, avaliar implantação em eleições futuras.