TSE e USP testam mudanças nas urnas para ampliar acessibilidade
Projeto reúne Poli (LARC) e FAU da USP; tecnologias assistivas foram prototipadas por alunos e agora entram em testes.

TSE e pesquisadores da Poli (LARC) e da FAU da USP desenvolvem novas interfaces para tornar urnas eletrônicas mais acessíveis.
As tecnologias assistivas estão em fase de testes e podem ampliar a autonomia de eleitores com deficiência, idosos, pessoas com pouca familiaridade digital e eleitores com dificuldades de visão.
O projeto Eleições do Futuro envolve a professora Lúcia Filgueiras (Engenharia de Computação e Sistemas Digitais, Poli/LARC) e o professor Leandro Velloso (Design, FAU) na reordenação da tela da urna e na criação de teclados virtuais que reduzam a dependência do teclado físico.
A proposta surgiu após identificação de que eleitores com deficiência podem votar hoje apenas com ajuda de um acompanhante, o que fere a autonomia e o sigilo do voto, segundo Lúcia Filgueiras.
No fim do ano passado, Leandro promoveu uma competição de design na disciplina de Design de Interação e Informação com cerca de 30 alunos de graduação e 3 de pós-graduação divididos em 12 equipes, que produziram protótipos e alternativas de interface.
As propostas incluem mudanças em tipografia, elementos gráficos e hierarquia de informações na tela da urna, além de modelos de teclado acessível que preservam características da urna tradicional.
1996 — implantação das urnas eletrônicas em 27 cidades
2000 — uso das urnas em todo o País
30 — anos desde a primeira implantação
30 alunos e 3 pós-graduandos divididos em 12 equipes — número de participantes na competição de design
“Hoje, essas pessoas podem votar com a ajuda de uma pessoa da sua confiança; o ideal é que todo mundo tenha direito ao sigilo do voto”, disse Lúcia Filgueiras ao explicar a motivação do projeto.
O próximo passo é concluir os testes das tecnologias assistivas para verificar se atendem à abrangência de acessibilidade esperada e, então, avaliar implantação em eleições futuras.