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Troyjo: expectativas ruins encarecem crédito e freiam investimentos

Ex-presidente do NDB diz que dúvidas sobre controle das contas públicas elevam risco, pressionam juros e encarecem capital das empresas.

Redação POLITICA.SP17 de ago. de 2026 · 06h342 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Troyjo: expectativas ruins encarecem crédito e freiam investimentos
Reprodução: www.poder360.com.br

Expectativas negativas sobre as contas públicas encarecem o crédito e reduzem investimentos privados, diz o economista Marcos Troyjo.

A Selic está em 14% ao ano desde 6 de agosto de 2026, elevando o custo de capital para empresas e linhas de crédito.

Marcos Troyjo, ex-presidente do NDB (Novo Banco de Desenvolvimento), afirma que “a economia é o que ela é, mais o que as pessoas acham que ela será”.

Troyjo diz que dúvidas sobre a capacidade do governo em controlar despesas e estabilizar a dívida aumentam a percepção de risco e elevam o custo de financiamento do país.

Ele usa a metáfora da “boca gigante” para explicar que a necessidade de financiamento do governo compete por recursos com empresas no mercado de crédito.

Juros elevados tornam mais caros capital de giro, estoques, máquinas e projetos de expansão, levando empresas a adiar investimentos ou evitar novas dívidas.

O Banco Central afirma que a política monetária afeta a economia com defasagens longas, variáveis e incertas, e alterações na Selic demoram a chegar ao crédito e ao investimento.

Atividades que dependem de longo prazo, como infraestrutura e tecnologia, perdem competitividade se o financiamento doméstico fica mais caro.

Troyjo afirma que uma sinalização crível de controle dos gastos e correção fiscal pode melhorar expectativas e "comprar tempo" para um ajuste gradual.

Ele diz que maior credibilidade permitiria ao mercado aceitar uma correção das contas públicas em horizonte de 36 a 48 meses.

14% — Selic, taxa básica de juros, vigente desde 6 de agosto de 2026

36–48 meses — horizonte citado por Troyjo para aceitar correção gradual das contas públicas

"Na medida em que o governo precisa de tantos recursos... ele entra no mercado com uma boca gigante tomando crédito", declarou Troyjo.

Próximo passo: a adoção de sinalização fiscal crível para reduzir incertezas e tentar baixar o custo do crédito ao longo de 36 a 48 meses.