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Trabalhadores da Linha 10 aprovaram estado de greve em Mauá

Decisão não paralisa trens; mobilização vigora enquanto PL 777/2026 tramita na Alesp

Redação POLITICA.SP12 de ago. de 2026 · 01h338 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Trabalhadores da Linha 10 aprovaram estado de greve em Mauá
Reprodução: tmc.com.br

Funcionários da Linha 10‑Turquesa da CPTM aprovaram estado de greve em assembleia na segunda‑feira, 10/08, em Mauá.

O estado de greve não interrompe imediatamente a operação: os trabalhadores continuam trabalhando enquanto se mantêm mobilizados.

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo disse que manterá o estado de greve até o governo cumprir deliberações discutidas no Tribunal Regional do Trabalho.

A mobilização ocorre durante a tramitação do projeto de lei PL 777/2026, enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa (Alesp), que trata da absorção de empregados da CPTM por órgãos públicos.

O projeto recebeu 13 emendas na Alesp e não define para quais órgãos cada empregado será transferido nem detalha salários; esses critérios caberão ao Poder Executivo regulamentar.

A Linha 10‑Turquesa é a única das quatro linhas citadas no projeto ainda operada pela CPTM; o ramal liga o Grande ABC à capital paulista e integra o Lote ABC‑Guarulhos, que prevê também a futura Linha 14‑Ônix.

A Secretaria de Parcerias em Investimentos do Estado informou que, neste momento, o foco na Linha 10 é implantar investimentos de melhoria e modernização, mantendo a frota atual enquanto há investimentos em manutenção, infraestrutura e sinalização.

Estado de greve mantém trabalho e mobilização; indicativo de greve sinaliza possibilidade com data ou condição; greve é paralisação efetiva.

10/08 — data da assembleia em Mauá

PL 777/2026 — projeto que trata da absorção de empregados da CPTM

13 emendas — propostas apresentadas na Alesp

A assembleia foi mantida permanentemente aberta, permitindo novas reuniões e decisões sobre negociação ou eventual acordo coletivo com a CPTM.

A categoria acompanhará a tramitação do PL 777/2026 e poderá deliberar nova paralisação caso as negociações não avancem.