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TCU suspende licitação de R$ 1,06 bilhão no Porto de Santos por indícios de irregularidade

Ministro Augusto Nardes determinou suspensão cautelar do edital 1/2025; Autoridade Portuária e consórcio têm 15 dias para se manifestar.

Redação POLITICA.SP13 de ago. de 2026 · 04h344 acessos📲 Enviar no WhatsApp
TCU suspende licitação de R$ 1,06 bilhão no Porto de Santos por indícios de irregularidade
Reprodução: jovempan.com.br

O TCU determinou a suspensão cautelar da licitação de R$ 1,06 bilhão para exploração de área no Porto de Santos.

O tribunal deu 15 dias para a Autoridade Portuária de Santos e o Consórcio Portolog SPE apresentarem defesa e alertou que poderá anular o edital e o contrato.

O despacho foi assinado nesta quarta-feira (12) pelo ministro Augusto Nardes, que apontou “graves indícios de irregularidades” e mandou suspender o edital 1/2025 e atos posteriores.

O contrato já foi celebrado com o Consórcio Portolog SPE para uma área de 242 mil metros quadrados na região do Saboó, com duração prevista de 20 anos.

O TCU foi acionado pelo senador Eduardo Girão e pelos deputados Adriana Ventura, Marcel van Hattem, Gilson Marques, Luiz Lima, Alfredo Gaspar, Bia Kicis e Evair de Melo, que pediram suspensão do edital e do contrato.

Os congressistas questionaram a classificação da área como “não afeta” à operação portuária, eventuais restrições à competitividade e o prazo curto para apresentação de propostas.

A Antaq identificou incompatibilidade entre a classificação adotada no edital e o Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto de Santos, que destina a área à movimentação de carga geral e contêineres.

R$ 1,06 bilhão — valor estimado do contrato

242 mil m² — área no Saboó, Porto de Santos

20 anos — duração prevista do contrato

Edital 1/2025 — procedimento suspenso

15 dias — prazo para manifestações

Nardes escreveu que a continuidade do contrato de 20 anos “poderia criar direitos de difícil reversão e comprometer áreas consideradas estratégicas para a expansão da capacidade operacional e ferroviária do porto”.

Autoridade Portuária de Santos e Consórcio Portolog SPE têm 15 dias para apresentar manifestações ao TCU; depois o tribunal concluirá a análise e decidirá sobre eventual anulação.