SindusCon-SP: reduzir jornada pode subir 20% o custo das obras
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, pede negociação coletiva, transição e compensações para evitar alta no preço da moradia.

A redução da jornada pode elevar em cerca de 20% o custo das obras e aumentar o preço final dos imóveis entre 5% e 6%.
Sem ganho de produtividade, a construção civil terá de contratar até 300 mil trabalhadores extras, dizem representantes do setor.
Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, afirma ser contrário a levar o tema para a Constituição e defende negociação coletiva entre sindicatos patronais e dos trabalhadores.
A construção civil é intensiva em mão de obra, funciona por ciclos produtivos e já enfrenta escassez de profissionais qualificados, o que torna difícil substituir horas por novos contratados.
Sem mão de obra disponível, o setor prevê obras mais lentas, cronogramas estendidos, atrasos nas entregas e aumento do custo financeiro dos empreendimentos.
O setor calcula que uma redução da jornada, sem compensação de produtividade, resultaria em repasse de custos ao consumidor e dificultaria o acesso à casa própria.
O Brasil produz hoje cerca de US$ 21 por trabalhador, enquanto os Estados Unidos produzem cerca de US$ 81 por trabalhador, segundo dados citados pelo setor.
"Sou contrário a levar esse tema para a Constituição", disse Yorki Estefan, presidente do SindusCon-SP, ao defender negociação e estudos técnicos.
20% — aumento estimado no custo das obras
5% a 6% — impacto estimado no preço final dos imóveis
300 mil — demanda adicional possível de trabalhadores
US$ 21 — produtividade por trabalhador no Brasil
US$ 81 — produtividade por trabalhador nos EUA
O próximo passo, segundo o presidente do SindusCon-SP, é negociar via negociação coletiva, elaborar estudos técnicos e estabelecer período de transição com compensações às empresas.