Silveira: descoberta na Margem Equatorial garante soberania energética
Estatal identificou hidrocarbonetos no poço FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá; exploração depende de nova perfuração.

A descoberta de petróleo na Margem Equatorial garante a soberania energética do Brasil, disse o ministro Alexandre Silveira nesta 2ª (17.ago.2026).
O governo estima potencial produtivo de ao menos 41 milhões de barris; sem novas frentes, o país pode virar importador de petróleo a partir de 2040.
A estatal anunciou na 6ª (14.ago) a presença de hidrocarbonetos em um poço no bloco FZA-M-59, a 175 quilômetros da costa do Amapá.
Silveira fez a primeira fala pública sobre a descoberta durante entrevista em Oiapoque, no Amapá, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que já está confirmado que o material é petróleo, mas a empresa precisa finalizar a perfuração para confirmar a quantidade explorável.
Mais cedo, Lula, Silveira e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), visitaram o navio-sonda que perfura em águas profundas na região.
Também participaram do evento a ministra da Casa Civil Miriam Belchior, o governador do Amapá Clécio Luís (União Brasil), o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) e a primeira-dama Janja Lula da Silva.
Amapaense, Alcolumbre disse que agradeceu a defesa de Lula ao projeto nos últimos 3 anos e meio e criticou opositores da exploração, endossando o discurso de soberania do governo.
14.ago — anúncio da presença de hidrocarbonetos
FZA-M-59 — bloco onde foi identificado o material
175 km — distância da costa do Amapá
41 milhões de barris — potencial produtivo estimado
até 7 anos — prazo estimado para o Amapá produzir petróleo
2040 — ano projetado para o Brasil virar importador sem novas frentes
Silveira declarou em Oiapoque que "Hoje é um dia que todas as brasileiras e brasileiros podem comemorar, porque nós garantimos os próximos anos da nossa soberania energética" e afirmou que o país não abrirá mão de explorar suas riquezas naturais.
O próximo passo é a Petrobras concluir a perfuração do poço para confirmar a quantidade de material disponível e avaliar a viabilidade econômica da exploração.