Sessão de 11/terça revelou oposição dentro da base do prefeito Elvis em Santana de Parnaíba
Debate na Câmara sobre CEI expôs grupo 'independente', acusações a Danilo Joan e risco para a renovação da Mesa

Na sessão ordinária da Câmara de Santana de Parnaíba, na terça-feira (11), a base do prefeito Elvis viu nascer uma oposição organizada dentro de sua própria bancada.
A divisão pode influenciar a renovação da Mesa Diretora da Câmara, que está próxima, e ocorre com quase 26 meses até a eleição municipal.
A sessão discutiu a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar supostas irregularidades do Executivo; o debate durou quase duas horas e opôs o grupo autodenominado "independente" à base governista, que tentou convencer a opinião pública de que a CEI era desnecessária mesmo com vários governistas declarando-se favoráveis.
Governistas acusaram os dissidentes de apoiar o ex-prefeito de Cajamar Danilo Joan (PP), candidato a deputado estadual, e insinuaram que a iniciativa era "política"; Elvis, segundo a discussão, atua como cabo eleitoral do irmão, que disputa vaga na Câmara Federal.
No histórico local dos últimos 30 anos, o município foi governado por apenas dois grupos; opositores organizados já surgiram com Elvis entre 2009 e 2012, houve desorganização na legislatura 2013–2016, e Silvinho Filho (PSD) teve papel de oposição entre 2021 e 2024 no governo de Marcos Tonho.
"Política", disseram governistas ao qualificar a CEI, enquanto a cena política local agora enfrenta desdobramentos imprevisíveis.
A próxima etapa concreta é a disputa pela renovação da Mesa Diretora da Câmara, que deve revelar se a base recupera coesão ou segue permanentemente dividida.