ELEIÇÕES 2026Faltam 49 diasCandidatos →
InícioCongresso
Congresso

Senado aponta barreiras operacionais e regulatórias às renováveis no Brasil

Debate no Plenário listou transmissão, falta de regras para offshore e hidrogênio, desperdício de produção e impacto tarifário.

Redação POLITICA.SP11 de ago. de 2026 · 19h048 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Senado aponta barreiras operacionais e regulatórias às renováveis no Brasil
Reprodução: noticias360.com.br

Especialistas e autoridades disseram no Senado, nesta terça (11), que a expansão das energias renováveis enfrenta entraves operacionais e regulatórios.

A falta de regulamentação para eólica offshore e hidrogênio verde e a necessidade de ampliar a rede de transmissão ameaçam investimentos e prazo de obras previstas.

A audiência foi presidida pelo senador Laércio Oliveira (PP-SE) e convocada pela Presidência do Senado; o debate tratou do papel do Brasil na transição energética global.

A senadora Tereza Cristina (PP-MS) citou dados da CNI: 83% do setor industrial relata perda de competitividade pelo custo da energia elétrica.

O secretário nacional de Energia Elétrica do MME, João Daniel de Andrade Cascalho, listou programas Luz do Povo e Luz para Todos, leilões de linhas de transmissão, incentivo a pequenas centrais hidrelétricas e um teto para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE).

Thiago Ivanoski Teixeira, da EPE, apontou investimentos previstos de cerca de R$ 600 bilhões em transmissão e projetou renovabilidade da matriz chegando próximo a 99% em 30 anos.

A líder regional da Global Renewables Alliance, Natalia Oliveira, disse que 67% da energia na América Latina já vem de renováveis e cobrou regulamentação para destravar eólica offshore e hidrogênio verde.

Elbia Gannoum lembrou a sanção da Lei 15.097, de janeiro de 2025, sobre eólicas offshore; Roberta Cox exigiu a regulamentação dessa lei; Camilla Fernandes citou a Lei 15.269, de 2025, como marco regulatório modernizador.

Heber Galarce, do Instituto Nacional de Energia Limpa (Inel), citou curtailment com perdas de até 40% da geração eólica/solar antes do transporte; o deputado Danilo Forte (PP-CE) associou esses cortes à falência de empresas no Nordeste.

“O que a gente traz é uma transição energética justa e inclusiva, protegendo os mais pobres”, declarou João Daniel de Andrade Cascalho no Plenário.

O próximo passo é avançar na regulamentação das leis aprovadas e realizar leilões e obras de transmissão para reduzir cortes e estimular investimentos.