Selic a 14% e 81,7 milhões de inadimplentes travam crédito em 2026
Itaú lucrou R$12,4 bi; Bradesco, R$7,05 bi, enquanto MP 1.355/2026 reativou o Novo Desenrola Brasil em maio

Selic em 14% e 81,7 milhões de adultos inadimplentes travam o mercado de crédito em 2026.
Itaú reportou lucro recorrente gerencial de R$ 12,4 bilhões no 2T26; o Bradesco teve lucro de R$ 7,05 bilhões e inadimplência acima de 90 dias em 4,3%.
O Copom do início de agosto manteve a Selic em 14% ao ano; o alto juro e o custo de vida elevaram a inadimplência a 81,7 milhões de adultos.
O endividamento consome em média 31% da renda familiar, alcançando picos de 50% entre os mais vulneráveis; o rotativo do cartão é o principal catalisador.
Bancos adotam estratégia conservadora: Itaú destacou originação para clientes de alta resiliência e ROE anualizado de 24,3%; Bradesco reportou deterioração em carteiras de MPMEs e capital de giro.
O governo reativou o Novo Desenrola Brasil por meio da MP 1.355/2026 em maio; regras permitem repactuação com descontos de 30% a 90%.
Regras do programa: renda bruta de até R$ 8.105, dívidas elegíveis de até R$ 15 mil por instituição, juros máximos de 1,99% ao mês, débitos formalizados até 31 de janeiro de 2026 e atraso entre 91 e 720 dias.
Primeiras rodadas de renegociação registraram crescimento de 15% na reincidência de calotes, indicando alívio pontual sem solução estrutural.
14% — taxa Selic mantida pelo Copom no início de agosto
81,7 milhões — adultos inadimplentes em 2026
R$ 12,4 bilhões — lucro recorrente do Itaú no 2T26
R$ 7,05 bilhões — lucro do Bradesco no 2T26
4,3% — inadimplência acima de 90 dias no Bradesco
R$ 8.105 — teto de renda para ser elegível ao Novo Desenrola Brasil
R$ 15.000 — limite por instituição para renegociação
1,99% — juros mensais máximos permitidos pela MP 1.355/2026