Seidigi apresenta cinco projetos de saúde digital que valorizam saberes locais
Seminário na Fiocruz (17-18/6) e etapa em SP (25-26/6) reúne iniciativas sobre dados, letramento e combate ao racismo
Cinco projetos ligados à Secretaria de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde (Seidigi/MS) valorizam território e populações locais como produtores de conhecimento.
Os projetos foram apresentados no I Seminário Interprojetos – Cidadania Digital em Saúde, realizado nos dias 17 e 18 de junho de 2026, na Fiocruz; a etapa em São Paulo será nos dias 25 e 26/6.
A iniciativa é fruto de parceria da Seidigi com o Centro de Estudos sobre Saúde e Sociedade da Fiocruz (CEE-Fiocruz), via o projeto Saúde Digital e a Geração Cidadã de Dados em Populações de Favelas e Periferias.
Os temas centrais são saúde digital, geração cidadã de dados, comunicação, transformação digital, letramento digital e enfrentamento ao racismo em favelas, periferias e comunidades indígenas.
A secretária da Seidigi, Ana Estela Haddad, afirmou que o projeto SUS Digital “não poderia ser diferente do SUS” e que “esse cidadão tem potência, força, saber”.
Participaram da abertura Cristina Guillam, representando a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz; Marco Menezes, diretor da Escola Nacional de Saúde Pública; e Rômulo Paes de Sousa, coordenador do CEE.
Cristina Guillam disse que “a academia não é a única instância capaz de construir conhecimento”.
Marco Menezes advertiu sobre o desafio do negacionismo e da desinformação e declarou: “Falar de cidadania digital fortalece nosso projeto institucional”.
Rômulo Paes afirmou que “falar de tecnologia é falar de uma etapa fundamental para o desenvolvimento econômico” e que os projetos recuperam debate iniciado nos anos 80.
A plataforma Wikifavelas, coordenada por Sonia Fleury, integra o projeto Saúde Digital e Geração Cidadã de Dados em Favelas e Periferias e valoriza saberes locais.
Dados da Wikifavelas: • 3.697 verbetes • mais de 7.000 arquivos • mais de 3.000 colaboradores • 12.000 páginas.
Sonia Fleury explicou que a plataforma é de acesso aberto, amplia visibilidade de autores dos territórios e foi adaptada para incorporar vídeos e fotos.
A Wikifavelas também criou uma linha do tempo das chacinas, inicialmente no Rio de Janeiro e depois ampliada ao país, em parceria com o Instituto Vladimir Herzog.
O projeto Saúde Digital e Geração Cidadã de Dados teve início no final de 2024, em seminário em Itaparica (BA), e buscar incluir movimentos sociais na produção de conhecimento sobre saúde digital.
Marcelo Fornazim apresentou a estrutura e os objetivos do projeto, destacando a participação da Seidigi e o papel dos movimentos sociais na percepção da saúde digital nas favelas e periferias.
Próximo passo: etapa do seminário em São Paulo nos dias 25 e 26/6, onde as iniciativas seguirão em debate e articulação com movimentos e instituições.