Seguradoras retomam piloto de seguro de renda, suspenso desde 2020/21
Projetos-piloto voltam a ser oferecidos para diversificar riscos após pagamentos elevados e queda nos preços das commodities

Seguradoras retomam projetos-piloto de seguro de renda para produtores, interrompidos desde a safra 2020/21.
A volta mira diversificar produtos após seguradoras pagarem níveis elevados de indenização e diante da queda nos preços das commodities.
Daniel Nascimento, presidente da comissão rural da FenSeg e gerente executivo de seguros rurais da BrasilSeg, afirmou no World Climate Summit que “o mercado tem que voltar a ter seguro de renda” e que algumas empresas já oferecem o produto em projetos-pilotos.
Nascimento disse que o seguro paramétrico também cresce como alternativa e defendeu aprimorar parcerias público-privadas e um banco de dados agropecuários mais robusto para viabilizar produtos por talhão.
Guilherme Bastos, coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV Agro, afirmou que inteligência artificial pode granularizar bases de dados e ampliar seguro para além dos grãos e da Região Sul.
R$ 1,01 bilhão — orçamento do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) para 2026
R$ 25,7 milhões e R$ 56,3 milhões — cancelamentos do orçamento do PSR, que caiu para R$ 935,5 milhões
R$ 461,7 milhões — bloqueio do PSR em junho
13,9% — queda nas contratações de seguro rural de janeiro a maio deste ano frente a igual período de 2025
"É uma forma de não colocar todos os ovos na mesma cesta", disse Nascimento ao explicar a diversificação de produtos.
O projeto de lei 2951 está em tramitação no Congresso; entre outros pontos, cria um fundo de catástrofe e blinda recursos do PSR contra contingenciamentos.