Santana de Parnaíba é 2ª melhor cidade no Mapa da Desigualdade da RMSP
Levantamento com 40 indicadores foi lançado na última quinta-feira (6) e compara 39 municípios onde vivem mais de 21 milhões de pessoas.

Santana de Parnaíba é 2ª no Mapa da Desigualdade da Região Metropolitana de São Paulo, com 27,66 pontos.
Fica atrás apenas de São Caetano do Sul, que lidera com 29 pontos; o estudo, lançado na última quinta-feira (6), reúne 40 indicadores.
O levantamento foi produzido pela Rede Nossa São Paulo e pelo Instituto Cidades Sustentáveis e compara os 39 municípios da região, onde vivem mais de 21 milhões de pessoas.
Na classificação geral, Ribeirão Pires aparece em 3º lugar com 27,3 pontos; Vargem Grande Paulista em 4º com 25,7; Poá em 5º com 25,6.
Na outra ponta, os cinco últimos são Embu das Artes (20,4), Itapecerica da Serra (20), Juquitiba (20), Francisco Morato (18) e Pirapora do Bom Jesus (17).
A capital, São Paulo, ocupa a 16ª posição, com 23,5 pontos; Barueri figura em 17º, com 23,32 pontos.
29 pontos — São Caetano do Sul, 1º lugar
27,66 pontos — Santana de Parnaíba, 2º lugar
17 pontos — Pirapora do Bom Jesus, último colocado
R$ 1.157,30 por habitante — investimento em infraestrutura urbana de Barueri em 2023
R$ 663,56 por habitante — investimento em Santana de Parnaíba em 2023
O estudo destaca desigualdades específicas: Juquitiba tem 19,5% da população atendida por rede de esgoto; Poá, Santo André e Taboão da Serra têm cobertura de 100%.
Onze municípios têm abastecimento de água universal; São Lourenço da Serra e Juquitiba atendem menos da metade dos moradores.
Em saúde, há diferença de 16 anos na idade média ao morrer: São Caetano registra 76 anos, Francisco Morato 60; São Paulo aparece com 69 anos.
Na cobertura vacinal, Vargem Grande Paulista tem 99,8% da população-alvo imunizada; Rio Grande da Serra registra 29%.
Cajamar tem o maior PIB per capita da Grande São Paulo, R$ 312,7 mil por habitante; Francisco Morato registra R$ 13,5 mil — diferença de cerca de 23 vezes.
O Mapa da Desigualdade foi elaborado com dados oficiais do IBGE, DataSUS, Inep e Sinisa, usando séries com anos de referência entre 2010 e 2024.
Os responsáveis pelo levantamento dizem que os dados podem ajudar gestores públicos a identificar desigualdades e definir prioridades para políticas públicas.