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Rogério Correia: “Brasil não aceitará chantagem” após tarifaços dos EUA

Deputado do PT reage a tarifas de 25% e 12,5% e defende Lei da Reciprocidade adotada pelo governo Lula

Redação POLITICA.SP13 de ago. de 2026 · 22h055 acessos📲 Enviar no WhatsApp
Rogério Correia: “Brasil não aceitará chantagem” após tarifaços dos EUA
Reprodução: www.brasil247.com

Rogério Correia (PT-MG) afirmou que “o Brasil não vai abaixar a cabeça” diante dos tarifaços de 25% e 12,5% anunciados este ano pelos Estados Unidos.

A reação do deputado cita a adoção da Lei da Reciprocidade pelo governo do presidente Lula como resposta às tarifas e diz que o país não aceitará “chantagem e interferência estrangeira” no processo democrático.

Correia escreveu a declaração na rede social X em 13 de agosto de 2026 e classificou as tarifas anunciadas pelos EUA como “injustificadas”, afirmando que o governo tem tentado revertê‑las sem “abaixar a cabeça”.

A crítica ocorre num contexto de novas medidas dos EUA contra a América Latina: o governo de Donald Trump anunciou intenção de estender ao continente operações militares já usadas no Caribe e no Pacífico oriental contra embarcações suspeitas de transportar drogas.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, articula com governos da região operações voltadas ao enfrentamento de organizações ligadas ao narcotráfico, segundo a descrição das novas iniciativas.

A ampliação dessas ações, diz a análise citada, pode permitir operações das forças dos EUA sobre países latino‑americanos e ter “impacto direto sobre a soberania regional”, atingindo especialmente governos alinhados ao campo progressista, entre eles o Brasil.

Os EUA também enquadraram o Brasil no Nível 2 de risco elevado para operações de redirecionamento de mercadorias relacionadas à China, alegando a existência de uma “rede clandestina de triangulação”, sem apresentação de provas.

O movimento americano tem, segundo a descrição, dois objetivos declarados: dar mais força à extrema direita no continente e frear o avanço das relações entre China e a América Latina.